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Texprocess anuncia novidades

Tradicionalmente, no vestuário, era esboçado um desenho, feitos padrões, produzida uma primeira amostra física da peça e então determinado o aspeto e o vestir. Eram feitas modificações, fazendo amostras físicas após amostras físicas para conseguir um aspeto aceitável. Uma vez aprovado, todo o processo de amostragem poderia ser repetido para obter um vestir aceitável. Em média eram necessárias seis semanas e muitas amostras para obter um produto finalmente aprovado, com uma elevada percentagem de projetos rejeitados durante este processo. Ponderando o atual número de diferentes gamas e coleções, em conjunto com as forças do mercado para reduzir o tempo que demora a chegar efetivamente ao mercado, esta não é mais uma forma aceitável para executar o desenvolvimento de produtos, ainda mais quando se consideram os custos envolvidos. Nos últimos 25 anos ou mais, as empresas têm vindo a desenvolver sistemas de CAD virtuais, começando com o design têxtil e evoluindo até à capacidade de alterar tecidos num design de vestuário. Podemos construir um tecido virtual, alterar paletas de cores ou tamanhos, sendo capazes de ver as mudanças de um projeto num monitor. Estes sistemas foram alargados para as malhas. A dificuldade era ter uma ideia realista de como diferentes tipos de tecidos iriam assentar no corpo. Adicionando a isto o conceito de simular o cair de uma peça de vestuário num avatar em movimento, a complexidade aumenta ainda mais. À medida que todas estas tecnologias progrediram, o CAD 3D, utilizado frequentemente na indústria automóvel e aeronáutica, bem como em muitas outras indústrias, também começou a ser desenvolvido para o sector de vestuário. Atualmente, não só podemos projetar uma peça sobre um avatar estático da nossa escolha, como podemos até mesmo ver como o projeto irá ficar, o ajuste e o cair, e até mesmo passar para um avatar a caminhar, ou mesmo a andar de bicicleta, em quase qualquer tecido. O CAD 3D parece estar efetivamente a atingir a maior idade para o sector de vestuário, o que não é surpreendente quando se consideram as enormes vantagens competitivas que pode oferecer. Imagine ser capaz de ver o aspeto de uma peça de roupa, pregas e vestir numa gama completa de tamanhos sem nunca fazer uma amostra, antes mesmo de o tecido ser fabricado, sendo capaz de experimentar diferentes cores, tecidos, padrões, bordados, fechos e acessórios, para ver qual fica melhor na realidade virtual. Imagine ser capaz de discutir tudo isto com comerciantes, técnicos, fornecedores e clientes em tempo real em todo o mundo antes de uma única amostra ser feita. Em seguida, ser capaz de construir uma coleção virtual e planear o catálogo e a disposição em loja virtual antes de um pedaço de tecido ser cortado. Pense na redução no tempo de desenvolvimento de produto e no custo que daqui irá resultar. Conforme explica a OptiTex, «são criadas menos amostras, maior precisão e uniformidade do vestir da linha de produtos, e encurtado drasticamente o tempo para o mercado, para citar apenas alguns dos benefícios da introdução da amostragem virtual no processo de design. Não são apenas boas para a prototipagem; estas simulações são excelentes ferramentas que podem ser usadas para o marketing e comercialização dos produtos. Reduz drasticamente o tempo despendido em cada amostra, o custo associado, bem como o trabalho de programação e organização de numerosas sessões de prova». A Kurt Salmon, empresa líder na consultoria de gestão global especializada no sector de retalho e produtos de consumo, aponta que «as principais vantagens são maior velocidade e inovação. A tecnologia 3D permite que os protótipos (produtos virtuais) sejam produzidos mais rapidamente do que nunca, permitindo aos retalhistas e empresas de bens de consumo embalados [tais como o vestuário] serem mais sensíveis às necessidades do mercado. O resultado líquido: melhores produtos». Por seu lado, Mike Elia, CEO da Gerber Technology, acredita que «o 3D será uma tecnologia disruptiva. As suas aplicações são amplas e terão impacto desde o processo de desenvolvimento criativo de vestuário até ao merchandising e comércio eletrónico». No entanto, a nova revolução não pára no design, mas abraça uma era eletrónica cada vez mais sofisticada. Embora todos reconheçam a necessidade de obter aprovações mais rápidas para as amostras e obter uma produção mais célere, a indústria do vestuário também exige um repensar desde a gestão do desenvolvimento do produto até todo o ciclo de vida da coleção. Por conseguinte, para além dos sistemas CAD 3D, também os sistemas Product Lifecycle Management (PLM) vão estar em destaque na Texprocess. O PLM é frequentemente rotulado como um sistema de software, uma ferramenta de computador, mas na realidade é muito mais do que isso. É o processo de gestão de todo o ciclo de vida de um produto, desde a concepção, passando pelo design e produção, ao serviço e ao escoamento dos produtos fabricados. Integra pessoas, dados, processos e sistemas de negócio e fornece uma base de informação sobre o produto para as empresas e os seus parceiros de negócio. A gestão do ciclo de vida do produto pode ser considerada um dos quatro pilares da estrutura de tecnologia da informação de uma empresa industrial. Todas as empresas precisam de gerir as comunicações e informações com os seus clientes (CRM, gestão do relacionamento com o cliente), gerir os seus fornecedores e desempenho (SCM, gestão da cadeia de aprovisionamento), os seus recursos dentro da empresa (ERP, planeamento dos recursos da empresa) e o planeamento e desenvolvimento de produtos (PLM, gestão do ciclo de vida do produto). De referir ainda que o PLM não deve ser visto como um único produto de software, mas uma coleção de ferramentas de software e métodos de trabalho integradas para responder a etapas individuais do ciclo de vida ou fazer a ligação entre diferentes tarefas ou gerir todo o processo. Alguns fornecedores de software cobrem toda a gama de PLM, enquanto outros concentram-se em aplicações individuais de nicho.