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Texser avança para África

Os anos parecem recusar-se a passar pela Texser, que continua ativa nas feiras, em movimento nos mercados e a exercitar a inovação. A caminho dos 86 anos, a especialista em tecidos para camisaria está atualmente à procura de parcerias na região do Magreb.

Presença assídua naquela que José António Ferreira, gestor de mercados externos da empresa, considera a «feira de referência do sector», a Texser regressou a Paris para se encontrar com os mercados do costume, mas também com as mais recentes adendas à sua lista de contactos.

«Obviamente que o mercado francês é prioritário na Première Vision. Mas com a questão do Magreb, apareceram também bastantes marroquinos e tunisinos. Clientes que já começam a ter empresas com um certo volume de produção e tentam ir à feira procurar tecidos», conta José António Ferreira. A “questão do Magreb” de que o gestor de mercados externos da Texser fala é a mais recente investida da empresa. «Temos vindo a tentar o Magreb. Já tivemos uma série de contactos. Estamos à procura de parcerias credíveis em termos de confecionadores em Marrocos e na Tunísia. Atualmente, são os únicos locais que podem combater a Turquia em termos de confeção», acredita.

Com uma quota de exportação direta próxima dos 40%, a Texser apresenta atualmente Espanha, graças ao grupo Inditex, e a América do Norte, rendida às suas flanelas, como dupla de ataque das exportações, ainda que tenha começado a explorar o mercado dos EUA apenas há quatro anos. «Em termos de mercado americano penso que vamos aumentar substancialmente. Vai ser, definitivamente, o segundo melhor mercado em 2018», afiança José António Ferreira.

A par da geografia, ao longo de 2017, a produtora de tecidos concentrou também parte dos seus esforços na inovação – materializada nas coleções de valor acrescentado apresentadas nas últimas estações –, instalando recentemente cinco novos teares, com o apoio do Portugal 2020, num total de 33 máquinas para 140 mil metros mensais de capacidade instalada.

«Os novos teares têm maior rentabilidade em termos produtivos, têm outras larguras, o que é importante precisamente para o mercado norte-americano, e têm uma flexibilidade que os outros teares, apesar de bons, não tinham. Por outro lado, trazem-nos uma responsabilidade acrescida, devido ao compromisso com o Portugal 2020. Este ano precisamos de vender mais do que no ano anterior, temos de vender cerca de 7 mil metros dia, o que não é fácil», reconhece José António Ferreira, revelando ainda que, aos teares, se juntou a aquisição de um novo software de desenho. Todos os investimentos estão a contribuir para alcançar a meta dos 5 milhões de euros de faturação, delineada pela Texser no ano passado.