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Texser na senda do crescimento

A empresa especializada na fabricação de tecidos tem registado um acréscimo de encomendas no ano até agora, apesar do aumento dos custos estar a afetar as margens. Com a produção ocupada até novembro, a Texser tem vindo a reforçar a oferta sustentável e a expandir-se para novos mercados, como os Países Baixos e a Bélgica.

Carla Pimenta

O algodão orgânico é uma aposta forte nas teias e tramas que cruzam nos teares da Texser – A Têxtil de Serzedelo para o outono-inverno 2023/2024, em resposta à crescente procura por parte do mercado. «Tem sido bastante procurado», afirma a CEO Carla Pimenta, que adianta que cerca de 25% da oferta da produtora de tecidos diz já respeito a produtos mais amigos do ambiente. «Estamos com os orgânicos há três ou quatro anos e os pedidos têm vindo a crescer», explica ao Portugal Têxtil.

A empresa, que em 2021 registou um volume de negócios de 5 milhões de euros, um valor superior ao registado antes da pandemia, tem vindo a crescer e, no ano até ao momento, «já estamos acima. Ainda não passamos os cinco milhões de euros, mas faltam quatro meses», revela Carla Pimenta.

As margens, contudo, têm estado comprometidas pela subida dos custos, tanto das matérias-primas, como da energia. «Tem corrido muito bem em termos de encomendas, mas menos bem em termos de margens, dado os aumentos enormes que tivemos», reconhece a CEO da Texser, que já subiu os preços dos seus artigos entre 30% a 40%. «Tivemos que aumentar», admite.

Além dos stocks – necessários não só por causa do aumento dos preços das matérias-primas, mas também pelos atrasos nos transportes –, a empresa está a investir 250 mil euros em painéis fotovoltaicos, o que irá permitir «uma poupança de, pelo menos, 30% a 40%», indica Carla Pimenta.

Apostas novas

Com uma quota de 60% na exportação, EUA e Espanha são, atualmente, os melhores mercados para os tecidos da Texser, que emprega 65 pessoas. «Relativamente a 2020, Espanha esteve bastante melhor no ano passado. Nos EUA, as coisas estão mais ou menos equilibradas em comparação com 2019», garante Carla Pimenta. Ainda assim, a empresa está empenhada em conquistar clientes noutras latitudes. «Estamos a apostar um pouco nos Países Baixos e na Bélgica. Não são mercados onde tenhamos muitos clientes, estamos a começar, vamos ver como corre», refere a CEO.

A contribuir para esta internacionalização estará a presença em feiras em 2023, nomeadamente o Modtissimo e a Première Vision, apesar das datas antecipadas desta última. «Adaptamo-nos, temos de nos adaptar. Todos os dias tem que haver um processo muito rápido de adaptação», assegura Carla Pimenta, que olha para o futuro com «otimismo e perseverança».