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Têxteis americanos receiam ajuda ao Paquistão

Os fabricantes têxteis americanos têm medo que a sua indústria enfrente nova luta, negociando outro golpe na administração Bush através de tarifas mais baixas como recompensa à ajuda prestada pelo Paquistão na luta contra o Afeganistão. Apesar do Presidente Bush ter feito promessas ao Paquistão, a indústria têxtil americana está preocupada porque a administração ainda não anunciou nada publicamente. «É muito injusto pedir a uma indústria já muito magoada pelo 11 de Setembro, que têm de ser novamente os doadores das necessidades da nossa política estrangeira,» afirmou Carlos Moore, vice presidente do Instituto Americano de Produtores Têxteis (American Textile Manufacturers Institute. Após vários anos com um declínio regular, a indústria têxtil americana enfrenta a sua pior crise desde a Grande Depressão. Nos últimos dez anos quase 220 mil trabalhadores perderam os seus postos de trabalho. O republicano Robert Aderholt, de Alabama afirma que não faz sentido preocuparem-se com a economia do Paquistão quando tantas cidades americanas estão a enfrentar problemas. Prevê-se que três fábricas de vestuário do seu distrito fechem, encerrando 2700 postos de trabalho. «Toda a gente percebe que em tempos de guerra, as coisas não são normais», afirma Aderholt. «Mas devemos olhar para outros aspectos primeiro». A questão do Paquistão está no topo da lista de discussão quando o Congresso reunir ainda este mês. Os trabalhadores têxteis estão entre as vozes mais altas, que chamam por uma pacote de económico estimulante que permita às empresas que incorram em grandes perdas, possam ser reembolsadas. O Senador Zell Miller da Georgia acredita que as mudanças que têm ocorrido desde o 11 de Setembro, podem beneficiar a indústria têxtil. «Eu penso que há uma força que nos está a fazer olhar mais internacionalmente e mais para o Médio Oriente, de onde vem a nossa concorrência», afirmou Miller. «Não acho que o apoio aos têxteis esteja a diminuir. Penso aliás, que o apoio aos têxteis nunca foi tão forte.»