Início Arquivo

Têxteis e vestuário contribuem para o deficit norte-americano

De acordo com os dados apresentados pelo Departamento do Comércio dos EUA, durante os primeiros dois meses do ano, o défiit comercial em bens e serviços aumentou 30% relativamente a igual período de 2004, cifrando-se no valor recorde de 61,04 mil milhões de dólares no mês de Fevereiro.

O déficit comercial em têxteis e vestuário aumentou 16,5%, cifrando-se nos 12,9 mil milhões de dólares em Fevereiro. Caso esta taxa de crescimento se mantenha, o actual deficit comercial de 73,1 mil milhões dólares em têxteis e vestuário poderá aumentar para mais de 85 mil milhões de dólares em 2005.

Em termos gerais, o déficit norte-americano com a China registou um crescimento de 47% entre os dois primeiros meses de 2004 (19,8 mil milhões de dólares) e os primeiros dois meses de 2005 (29,1 mil milhões de dólares). A este ritmo, foi etimado que os EUA poderão vir a registar um deficit comercial de 238 mil milhões de dólares com a China no ano 2005.

Apesar das exportações norte-americanos atingirem os 101 mil milhões de dólares, este valor foi minimizado face aos 162 mil milhões de dólares de importações. Após a eliminação das quotas de importação no início do ano, a entrada de mercadorias com origem na China registou uma subida de 9,8% durante o mês de Janeiro.

Estes dados estão a aumentar a pressão sobre o Governo norte-americano para que sejam aplicadas medidas de protecção aos produtores norte-americanos. Diversos responsáveis políticos têm demonstrado a sua oposição à abordagem diplomática do Presidente Bush relativamente à China. As vozes da oposição querem que o Governo aumente a pressão sobre a China para eliminar a associação do iuan ao dólar, o que está a manter os preços das importações chinesas mais baixos.

No entanto, o Secretário do Tesouro dos EUA, John Snow, apelou aos senadores na primeira semana de Abril, para rejeitarem a proposta de aplicação de uma taxa extraordinária de 28% sobre os produtos com origem na China, como medida retaliatória contra a política cambial chinesa.