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Têxteis-lar detém 7% nas exportações mundiais

Na conferência “A indústria portuguesa no limiar do século XXI”, realizada no âmbito do 100º aniversário da Air Liquide, Daniel Bessa, ex-ministro da Economia e presidente da Escola de Gestão da Universidade do Porto, adiantou que o referido estudo mostra que há empresários que não estão dependentes de subsídios, reclamando antes condições legais mais adequadas às necessidades de funcionamento da indústria. Só assim podem ganhar competitividade. A única referência a apoios foi feita em relação ao capital de risco para áreas sensíveis. Daniel Bessa, acrescentou que a afirmação dos produtos portugueses nos mercados internacionais terá cada vez mais a ver com a estratégia das empresas e menos com as áreas de actividade. Nesta conferência estiveram presentes os presidentes da Associação Industrial Portuguesa (AIP), da Associação Empresarial de Portugal (AEP) e da Confederação da Indústria Portuguesa, e debateram-se questões como a competitividade, a inovação e a tecnologia. Daniel Bessa fez questão de lembrar que para vencer a concorrência não basta existirem vantagens, é necessário que estas sejam acompanhadas por uma estratégia empresarial, caso contrário “estamos confrontados com uma oferta fragmentada”, acrescenta. Hoje em dia a globalização torna muito fácil o acesso a todo o tipo de produtos e serviços. Assim “as nossas especialidades que fizeram a diferença, estão hoje ameaçadas pela globalização”, explica o ex-ministro. Mas Portugal ainda marca a diferença na cortiça, no vinho do Porto, na indústria de componentes automóveis e nos têxtil-lar, área onde detemos uma quota de 7% nas exportações mundiais. Ludgero Marques, presidente da AEP, centrou a sua intervenção nas necessidades do tecido empresarial, afirmando que a escassez de recursos humanos qualificados radica na incapacidade de formar os especialistas de que necessitamos.