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Têxteis Massal entre os EUA e a Ásia

A empresa de têxteis-lar, que assume nas suas propostas um toque italiano, vai investir na expansão nos EUA, com a presença, pela primeira vez, numa feira em Nova Iorque. Além dos clientes norte-americanos, a Têxteis Massal tem também na mira potenciais consumidores asiáticos.

Inicialmente vocacionada para a roupa de mesa e para o mercado alemão, a Têxteis Massal mudou radicalmente a sua filosofia, tanto ao nível dos produtos como de geografias. «Tínhamos o canal de distribuição na Alemanha e nós apenas produzíamos. A determinada altura, esse cliente, que era sócio ao mesmo tempo e absorvia a produção toda, começou a ter problemas. Tivemos que fazer uma mudança de estratégia e começámos a produzir roupa de cama», conta Eva Ferreira, diretora comercial da empresa.

Lençóis, sacos-cama, edredões e colchas de decoração para a cama fazem parte das propostas da Têxteis Massal, que emprega 63 pessoas e, dentro de portas, produz as telas para produções mais pequenas e faz a confeção de todos os artigos. «Neste momento os nossos principais mercados são Itália e França, mas está diversificado», indica a diretora comercial.

O mercado italiano tem mesmo vindo a influenciar as coleções da empresa. «Como temos uma parceria muito estreita com os melhores clientes em Itália, a nossa produção tem um bocadinho o toque deles, a começar nos tecidos e no design – não conseguimos fugir muito porque estamos sempre direcionados para eles», justifica Eva Ferreira.

É com este toque italiano que a Têxtil Massal quer reforçar a sua presença no mercado americano. «Nos EUA, tudo o que é “made in Italy” é bom», explica a diretora comercial. «Aproveitamos um bocadinho a questão de termos o design italiano, de termos os tecidos com o mesmo acabamento de Itália. Este último ano aumentamos as vendas – não é nada ainda muito expressivo, mas é um mercado muito comprador deste tipo de artigo, exatamente porque temos esta parecença muito grande com os italianos», afirma.

Para reforçar a presença do outro lado do Atlântico, a Têxteis Massal vai estar, pela primeira vez, na feira Market Week, em Nova Iorque. «Sabemos que muitos orientais – coreanos, chineses,… – gostam muito e aproveitam essa feira para ir a Nova Iorque. Estamos a usar isso para ver se chegamos até eles, sendo que, para já, o nosso target é os EUA. Obviamente sempre com olho nos outros mercados, como Coreia do Sul e Japão, que também são mercados muito bons», aponta Eva Ferreira. «Acima de tudo queremos diversificar mercados, abrir mais o leque com o know-how que temos. Queremos entrar neste nicho de mercado, que é já uma gama mais elevada, noutros continentes», reforça Miguel Machado, administrador da empresa.

Marca própria no horizonte

A diversificação passa igualmente pelo tipo de clientes, atualmente compostos sobretudo por grandes armazéns e importadores. «O nosso principal objetivo é a diversificação de clientes para podermos apanhar todos os nichos. O nosso produto é muito específico, é um produto mais caro, não podemos fechar tanto», revela Eva Ferreira.

A marca própria está, por isso, nos planos. «É uma das coisas que estamos a ultimar neste momento. É nosso objetivo para 2020 começar a vender marca própria, mas tendo a noção de que é muito complicado», anuncia a diretora comercial.

Depois de um «bom ano» em 2018, as expectativas é que 2019 «seja um bocadinho melhor», assume Eva Ferreira. «Não começou da melhor forma, os mercados estão um pouco estagnados nesta altura, mas penso que está a começar a haver algum movimento. Em termos de têxteis-lar já toda a gente começa a notar uma certa apetência novamente para a compra», aponta. Como tal, o objetivo é passar os mais de 4 milhões de euros de volume de negócios registados no ano passado e chegar aos 5 milhões de euros. «Não sei se vai ser possível, mas é para isso que estamos a apontar», conclui Eva Ferreira.