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Têxteis que crescem III

Novidades O grupo Gore expôs na Techtextil os seus produtos-vedeta nas áreas dos tecidos e das fibras. No caso dos tecidos, têxteis criativos que asseguram a trilogia protecção-conforto-flexibilidade, a Gore fez desfilar o Windstopper Soft ShellLaminate, o Gore Airvantage, o Gore-Tex HiLite Fabric e o Gore-Tex Leather Laminate, a sua mais recente criação. «O nosso tecido mais popular neste momento é o Gore Airvantage», revela Michael Haag, relações públicas da Divisão de Tecidos da W. L. Gore & Associates, ao Jornal Têxtil. Quanto à tecnologia das fibras, o grupo apresentou os seus dois novos desenvolvimentos das linhas de produtos Gore Tenara, membrana aplicada na arquitectura têxtil, e Gore Rastex, fibras de tecelagem e fios de coser aplicados em filtros. Soluções No momento em que a DuPont negociava, e ainda negocia, a sua venda, a DuPont Textiles & Interiors (DTI) demonstrava na Techtextil a sua capacidade de aportar aos seus clientes soluções com produtos inovadores, e cumprindo sempre com o compromisso da qualidade das suas marcas. Neste âmbito, a DTI levou até Frankfurt um sólido leque de marcas, que incluíam a Lycra, Antron, Coolmax, Cordura, Solamax, Stainmaster, Supplex, Tactel e Teflon. Com estas marcas, a DTI desenvolve e comercializa produtos e serviços criados para melhorar a estética, a protecção, o conforto e o desempenho da indústria têxtil, de vestuário e de decoração de interiores à escala mundial. Entre as grandes inovações apresentadas este ano, contavam-se as combinações algodão com Lycra, couro com Lycra, Avantige com Lycra e linho irlandês com Lycra. Com estas combinações, a DTI visa conquistar os mercados dos designers, da tapeçaria, do automóvel e dos têxteis-lar. Metrologia Todos conhecem a Lenzing Fibres e a Lenzing Plastics, mas desde 1980 a Lenzing é também Tecnik. E ninguém melhor do que um experiente produtor de fibras está habilitado a desenvolver e produzir instrumentos para a metrologia das mesmas, que têm ajudado o próprio grupo a conquistar uma excelente posição no mercado, assegurando um elevado nível de qualidade e permitindo compreender completamente as fibras para empreender posteriores desenvolvimentos. Para esta Techtextil, a Lenzing Tecnik trouxe especialmente da Áustria para Frankfurt duas grandes inovações para a metrologia de filamentos que vêm colmatar assim algumas deficiências nessa área: o dinamómetro automático Sigma 500 e o Lis 200, um sistema laser completamente automatizado para a inspecção on-line de bobinas. Especiais A Acordis colocou em especial destaque as suas fibras especiais produzidas essencialmente a partir de polímeros 100% naturais, ou não estivéssemos nós a assistir, de há uns tempos para cá, a um regresso à natureza. Com esta participação na Techtextil, a Acordis Fibras Especiais pretende abrir novos mercados mundiais para os seus materiais tecnologicamente avançados e, deste modo, aventurar-se num espectro mais alargado de indústrias.Esta divisão da Acordis, líder do mercado das fibras e fios aplicadas nos cuidados de saúde, iniciou a investigação neste campo em 1985, primeiramente sobre as fibras de alginato, cuja utilização inicial remonta ao século XVIII e que apresentam excelentes propriedades medicinais. Depois expandiu as suas actividades de I&D ao fio micropake (fio detectável aos raios X) e mais recentemente às fibras e fios de carboximetil de celulose (CMC) altamente absorventes e que se transformam em gel na presença de água. Máquinas Os clientes do grupo NSC Não-Tecidos representam mais de 80% do mercado mundial de não-tecidos, compreendendo 27-30% na Europa, 36% nos EUA e 20% na Ásia e englobando um total de 17 países. A NSC Não-Tecidos é principalmente especialista na fabricação de equipamentos para a produção de não-tecidos dry-laid agulhados. Neste âmbito, os sistemas para a formação do véu são desenvolvidos por Thibeau-Asselin e os sistemas para a consolidação por Asselin. Quanto à sua participação na Techtextil, Laurent Glacet, responsável da filial alemã da NSC Não-Tecidos, declara que «nesta edição da feira, a NSC colocou em evidência, em termos organizacionais, o seu pólo NSC Serviços, que proporciona a assistência e a consultoria indispensáveis ao cliente e, em termos de equipamento, as máquinas de fibras recicladas». Iso’Air A empresa francesa Duflot, especialista mundial de não-tecidos agulhados de fibras de poliéster, polipropileno, vidro, poliaramida, viscose, linho, silício, inox… está presente como expositor na Techtextil desde o seu início, em 1986. Nesta Techtextil, a Duflot colocou em especial evidência os seus não-tecidos super absorventes destinados a aplicações médicas, os não-tecidos em inox, os não-tecidos em três dimensões utilizados na fabricação de compósitos ligeiros à base de fibras de aramida e vidro, o Isomex + (a barreira anti-fogo para os assentos dos transportes aéreos e terrestres) e a sua mais recente inovação, a Iso’Air (não-tecido perfurado para protecção térmica, nomeadamente vestuário de bombeiro). Viscose Cordenka é o nome da divisão do grupo multinacional Acordis que produz a viscose de elevada tenacidade destinada a aplicações técnicas. A Michelin, Pirelli, Bridgestone, Firestone e Goodyear, ou seja todos os grandes fabricantes mundiais de pneus, são os principais clientes desta empresa que faz na Europa cerca de 90% do seu volume de negócios global.Na Techtextil, a Cordenka focou especialmente a importância da constância da estabilidade dimensional resultante da resistência dos materiais ao calor e à tensão, devido à sua origem celulósica. Itália prepara-se para ditar a moda Fernando Merino, director do Departamento de Intervenção Tecnológica (DIT) do CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxteis e do Vestuário de Portugal, é um dos peritos nacionais em matéria de têxteis técnicos, com a ambivalência da investigação aplicada e do conhecimento nato da nossa realidade industrial neste campo. É também verdade que o próprio CITEVE actua, de há uns tempos para cá, como elo de ligação entre as Universidades e as indústrias têxteis. Deste modo, pelo empenho profissional que tem consagrado ao campo dos têxteis técnicos e pela posição privilegiada que ocupa como observador, o director do DIT é realmente uma figura incontornável quando se aborda o tema dos têxteis técnicos. Visitante habitual das melhores feiras têxteis e grande dinamizador da iniciativa “Têxteis do Futuro” da Modtíssimo, Fernando Merino segue atentamente toda a inovação produzida no âmbito têxtil e, em particular, nos têxteis técnicos. Por conseguinte, a sua visita à Techtextil serviu de pretexto ao Jornal Têxtil para aprofundar este tema. Mesmo para os especialistas no domínio existe, actualmente, uma certa dificuldade em definir a fronteira entre o têxtil técnico e o têxtil convencional, agora imagine-se como deverá ser para o comum dos mortais… Mas, a verdade é que o sector dos têxteis técnicos é o sector mais sujeito à mudança, e também o mais próspero, em toda a globalidade da indústria têxtil. Além disso, é aquele que marca o passo da inovação nos materiais, processos e aplicações. «O têxtil técnico é um têxtil desenvolvido para suportar padrões de qualidade exigidos em utilizações técnicas extremas, que estão fora do alcance dos têxteis convencionais», começa por esclarecer Fernando Merino ao JT. Acrescentando que «pode ser aplicado na indústria de vestuário de protecção, desporto e lazer, na indústria de têxteis para o habitat, e em inúmeros sectores industriais que o utiliza quer na sua forma final, quer como produto intermédio». Deste modo, os têxteis técnicos cobrem mercados mais alargados que os têxteis convencionais, que se destinam exclusivamente ao vestuário e acessórios, ao calçado e aos têxteis-lar. Recentemente, assistiu-se ao apareciment