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Têxteis Técnicos e Valor Acrescentado

Paulo Vaz, director geral da APIM, no contexto do quarto Fórum da Indústria Têxtil que hoje decorre, onde vai ser apresentado o livro «Macrotendências para as indústrias têxtil, vestuário e moda até 2020», também da sua autoria, juntamente com Daniel Agis e João Gouveia (ambos acontecimentos noticiados neste portal), teve oportunidade de referir ao jornal Público algumas considerações relativamente a mudanças necessárias para a sobrevivência da ITV nacional. A aposta nos têxteis técnicos e numa indústria de alto valor acrescentado revela-se urgente, dado que a componente produtiva representa apenas dez por cento do custo final de uma peça de roupa. No entanto, «Portugal nunca terá um sector têxtil tão forte como já teve», pois «o valor acrescentado “per capita” da ITV nacional é um dos mais baixos da Europa», refere Paulo Vaz. Com estas adaptações, a ITV nacional funcionaria em moldes análogos aos adoptados em Itália, de onde se salienta a afirmação do presidente do Sistema Moda Itália, que a Europa continua a a defender-se, no mercado internacional, com «o seu estilo inimitável de vida e a sua definição de moda, na qual consegue ainda manter a liderança». Um factor a complementar com a inevitável inovação tecnológica, criatividade, qualidade, especialização e agressividade comercial.