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Têxtil e moda ganham novo museu nacional

O Porto Fashion & Fabric Museum vai abrir portas, pela primeira vez, no próximo dia 28 de novembro e pretende dar a conhecer a importância da indústria têxtil em Portugal, assim como o ADN da moda nacional, do calçado ao vestuário, com passagem ainda pela joalharia.

[©World of Wine]

Este é o sexto museu ligado ao World of Wine (WOW), que se quer afirmar como «o quarteirão cultural do Porto». Ocupando antigos armazéns de Vinho do Porto, o WOW tem já espaços museológicos dedicados ao vinho e à cortiça, um terceiro à região do Porto ao longo dos tempos, um quarto ao universo do chocolate e o quinto, designado por The Bridge Collection, mostra a coleção privada da família de Adrian Bridge de copos e taças, alguns remontando a 7.000 a.C.

O museu dedicado à moda e à indústria têxtil, instalado numa casa histórica do século XVIII que inclui uma capela do famoso arquiteto Nicolau Nasoni, responsável pela Torre dos Clérigos, irá contemplar dois pisos.

O primeiro será dedicado à indústria “pura e dura” e ao seu impacto «no desenvolvimento da zona norte do país, bem como na economia nacional», como revela a WOW no website. Algumas das peças que estarão expostas foram cedidas pela Riopele, pelo Museu de Vila do Conde e pela Tintex. «Todas as peças são originais e património de empresas têxteis», revela Catarina Jorge, responsável pelo projeto do museu têxtil, ao Eco.

O segundo piso, que se apresenta sob a designação “Passado, presente e futuro da moda”, é «dedicado à moda portuguesa, ao calçado nacional e à arte da filigrana, numa síntese do que constitui o ADN da moda em Portugal, desde os anos 80», indica o WOW, e nele estarão expostas peças de 46 designers nacionais, incluindo Nuno Gama, Fátima Lopes e Maria Gambina. Há ainda um espaço dedicado ao calçado português, que será representado por Luís Onofre e Carlos Santos.

Marques Almeida

«Se o vinho é o fio condutor, a verdade é que os pilares do WOW assentam no que de melhor se faz no país. Este sexto museu é mais uma mostra detalhada de um sector onde somos fortes e onde fazemos bem feito. Queremos sublinhar o talento português, reconhecendo os criadores já conceituados e dando espaço aos novos talentos», explica o CEO do WOW, Adrian Bridge, em comunicado.

Recentemente, o WOW fez já uma “incursão” na moda, tendo sido o palco de apresentação da nova coleção da Marques’Almeida durante a mais recente edição do Portugal Fashion.

O WOW abriu a 31 de julho, numa iniciativa do The Fladgate Partnership, que detém marcas de Vinho do Porto conhecidas como Taylor’s, Fonseca, Croft e Krohn, assim como o hotel The Yeatman. O projeto ocupa uma área bruta de 55 mil metros quadrados e, além dos museus, conta com restaurantes e prevê a abertura de um espaço comercial por detrás do museu dedicado ao têxtil, que deverá ser inaugurado em 2021, com 12 lojas de marcas portuguesas. No total, o investimento neste novo museu ascende a 10 milhões de euros, distribuídos pelos trabalhos de construção e remodelação do edifício e pela criação dessa nova zona comercial.