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Têxtil Full Spin paralisada

Mais de 500 trabalhadores da Têxtil Full Spin estão paralisados devido ao atraso de pagamento dos últimos dois meses de salário e à falta de matéria-prima. Com uma unidade de fiação em Lousado, Vila Nova de Famalicão, outra de malhas em Vila do Conde e uma tinturaria em Matosinhos, uma larga maioria das trabalhadoras destas duas últimas unidades decidiu ontem rescindir os seus contratos por justa causa, explicou ao jornal Público Palmira Peixoto, da delegação do Porto do Sindicato Têxtil. Por seu lado, Francisco Araújo, da delegação do Minho do referido sindicato, afirmou que os trabalhadores da unidade de Lousado estavam a debater a tomada de uma posição, mas «a maioria também se inclinava para a rescisão». Palmira Peixoto acusou o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Incentivo (IAPMEI) de ter deixado «a situação chegar ao ponto de ruptura». A Full Spin terá sido criada em 2001, como desfecho de um processo de viabilização de cinco empresas têxteis. Contactado pelo Público, o IAPMEI mostrou-se surpreendido com os salários em atraso, tendo-se proposto a tentar resolver o problema nos próximos trinta dias mas, segundo a sindicalista, os trabalhadores «cansaram-se de esperar» e agora pretendem apenas assegurar os seus direitos.