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Texworld global e percursora

A moda dá o mote à 26ª edição da Texworld, que se realiza de 8 a 11 de Fevereiro no parque de exposições de Paris Le Bourget. Sob o leitmotiv “Moda de dentro para fora”, esta edição do salão consagrado aos tecidos, acessórios e confecção pretende marcar uma nova era como revela a sua nova imagem e campanha de comunicação (ver A feira da moda). Um novo lay-out, que reagrupa os expositores no Pavilhão 2, vai permitir optimizar a visita à feira para os milhares de compradores esperados e evitar as intempéries que caracterizam esta estação na passagem entre pavilhões. «A área global de exposição permanecerá a mesma, assim como o número de entradas, duas, a fim de facilitar o acesso dos visitantes», garante Michael Scherpe, presidente da Texworld France. Depois do sucesso observado na edição precedente, os têxteis ecológicos e éticos voltam a estar em foco na Texworld. «Os têxteis ecológicos e éticos registaram um acolhimento entusiástico por parte dos compradores», afirma Scherpe. «Face a este sucesso, temos a firme intenção de manter e até desenvolver esta aposta», acrescenta. O programa inclui ainda fóruns temáticos que respondam às necessidades dos expositores e visitantes, assim como o programa de pesquisa de tecidos i-Tex, que estará acessível em ambas as entradas da feira e nos fóruns i-Tex, de forma a «oferecer aos compradores uma verdadeira ferramenta de trabalho que lhes permita ganhar tempo», explica o presidente da Texworld France.     Durante longo tempo identificada com a oferta asiática, a Texworld procura, no século XXI, recentrar-se na Europa. Itália, França, Holanda e Alemanha são alguns dos países que viram as suas empresas privilegiar esta feira na qualidade de expositoras. Portugal, arredado do salão, é actualmente um dos mercados-alvo do salão parisiense. «A Indústria Têxtil e de Vestuário portuguesa enquadra-se perfeitamente na realidade económica actual: preços competitivos, produtos de excelente qualidade, capacidade de resposta a pequenas séries, logística eficiente,… que seduzem designers e marcas que não podem permitir-se encomendas com os mínimos frequentemente impostos pelos fabricantes vindos da Ásia», explicou Michael Scherpe. «O sector do full-package, da sub-contratação, da co-contratação e do private label é uma oferta que merece ser desenvolvida na Texworld, daí a importância de acolher confecções como, por exemplo, as portuguesas, particularmente competitivas neste domínio. Os compradores procuram, cada vez mais, encurtar e integrar verticalmente as cadeias de produção», conclui o presidente da Texworld.