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Thakoon seduz Nova Iorque

Thakoon Panichgul, de 30 anos de idade, um americano de origem tailandesa, causou uma excelente impressão com a pequena colecção de 15 coordenados, apresentada durante a Semana de Moda de Nova Iorque, em Fevereiro passado.

Thakoon, que escolheu para a sua marca apenas o seu primeiro nome, já vai na sua 12ª colecção, criada no seu estúdio de Nova Iorque, com uma equipa de três pessoas. Mas a imprensa nova-iorquina e os compradores das grandes lojas conhecem-no bem.

Depois de ter seguido os seus estudos de economia e marketing na Universidade de Boston, o criador trabalhou a grande Vpc J Crew, depois para a revista Harper’s Bazaar, onde seguiu, durante quatro anos, os jovens criadores. «Eu sei o que as mulheres gostam, e sei as suas dificuldades», afirmou.

À noite e durante o fim-de-semana, o estudioso jornalista frequentava a Parsons School of Design, para aperfeiçoar aquilo que tinha já aprendido com a sua mãe e a sua avó, ambas costureiras. Logo que entendeu que «o género muito sexy da Gucci não satisfazia mais», afirmou que uma nova vaga, «mais subtil e mais especial», tinha chegado. E ele queria participar nela.

Ao contrário de outros jovens esperanças asiáticos, como Jeffrey Chow, Derek Lam, Peter Som, aos quais o seu nome é muitas vezes associado, Thakoon sentiu-se bastante influenciado pelo “sportswear” americano, assegurando que a sua visão «desenvolveu-se aqui nos Estados Unidos». As 45 peças que compõem a sua colecção – em lã, algodão, seda, tafetás em tons cinza, pêssego ou creme – anuncia um «sportswear divertido».

O criador adora alterar os materiais. As suas mantas têm cores vibrantes, as mangas dos casacos combinam pele branca e renda, e serviu-se de um bambu para várias calças e mantas. «O look deve ser incrível», afirmou, «mas deve fazer com que as mulheres aceitem usá-lo». Os seus estudos de economia deram-lhe um certo bom senso. «Eles fizeram com que seja mais comercial. O mundo é um produto», acrescenta.

A colecção de Thakoon seduziu também várias actrizes como Amanda Peet, Natalie Portman, Sara Jessica Parker ou Demi Moore que possuem algumas peças, fabricadas nos Estados Unidos. E as lojas de luxo fazem as encomendas.

Thakoon chamou também a atenção da fundação Ecco Domani, que lhe atribuiu o valor de 19 mil euros para preparar o seu desfile. Entre os anteriores vencedores encontravam-se As Four, Zac Posen ou Proenza Schouler, que Thakoon Panichgul conhecia bem, já que esteve do outro lado da barreira, na Harper’s Bazaar.