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THE Nº55 rima portugalidade com sustentabilidade

A nova marca de vestuário criada por Élia Lé, que exalta as suas raízes e a produção manual das peças, oferece um estilo «arrojado» com peças andróginas que prometem ser uma ode ao bem-estar, à liberdade e à juventude sem nunca perder os «detalhes inovadores», que pretendem evocar uma sensação de luxo.

[©THE Nº55]

A THE Nº55, nova marca portuguesa, nasceu com base na infância da designer, Élia Lé, que habitualmente contava os degraus do palacete da tia-avó, que tinha uma longa escadaria. Através das muitas subidas e descidas das escadas, que davam acesso ao hall e ao salão de visitas onde Élia viu diplomatas e as respetivas mulheres «elegantemente vestidas», surgiu a ideia de um «lugar mágico, sem tempo e sem idade», que resultou projeto com uma designação simples, mas simbólica.

[©THE Nº55]
É mesmo a partir destas memórias que a designer optou por criar a marca, que se inspira num sentimento luxuoso com peças diferentes do habitual e também influenciadas por «detalhes inovadores». «O seu estilo arrojado, com peças andróginas, pretende evocar um sentimento luxuoso de bem-estar, liberdade e juventude, nunca perdendo de vista o cuidado e a atenção ao detalhe», afirma a marca em comunicado.

Além de pertencerem a um conceito unissexo e por isso se destinarem a «pessoas livres», os artigos disponibilizados pela THE Nº55 são de edição limitada e completamente feitos à mão para que, desta forma, a marca se consiga distinguir no mercado graças ao fator inovação. «THE Nº55 é um conceito para mulheres e homens movidos por um espírito moderno de inovação e exploração das suas escolhas de moda para construir uma imagem pessoal diferenciadora», explica.

[©THE Nº55]
A marca, que possui artigos «intemporais», está presente em dois espaços físicos em Lisboa e também no website, onde se encontram disponíveis online todos os artigos que podem ser utilizados tanto pelo género feminino como pelo género masculino, com várias máscaras sociais construídas no mesmo tipo de tecido das peças para que os consumidores possam combinar os equipamentos de proteção com o vestuário, tendo em conta a atual situação de pandemia.

Memórias mágicas

Dado que a THE Nº55 se preocupa com os detalhes, para atribuir um estilo «arrojado» aos artigos que a marca apresenta, a produção é totalmente manual, com a colaboração de profissionais nacionais que se empenham durante várias horas na execução de cada peça.

[©THE Nº55]
«O ponto de partida para o desenvolvimento das coleções começa fundamentalmente na história da marca: a inspiração vem dos diversos detalhes existentes na decoração de interiores do palacete antigo, na envolvência exterior, como jardins e outros detalhes do quotidiano dessa época», aponta.

 

Promover a mão de obra nacional não foi o único aspeto a ter em conta pela marca, já que a preocupação com o meio ambiente sempre esteve em cima da mesa desde a criação do projeto, colocando de mãos dadas os conceitos de sustentabilidade e ser português. «As matérias primas utilizadas nas peças são maioritariamente adquiridas em Portugal, somente 20% corresponde a compras internacionais, tendo como preferência Itália para aquisição de tecidos muito específicos», revela Élia Lé, destacando ainda que as coleções utilizam 80% de tecidos comprados ao excedente da produção nacional.