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Tintex expande tricotagem

A empresa especialista em malhas está a investir em novas instalações em Vila Chã para concentrar e aumentar a produção de malhas. A atividade na nova unidade vai arrancar no final de fevereiro, prevendo-se que em maio toda a tricotagem, incluindo os teares da Hata, fique reunida no mesmo espaço.

Mário Jorge Silva

A aventura na tricotagem começou em 2017 com o investimento na Hata, sediada em Viana do Castelo, com o objetivo de reduzir a dependência de terceiros e reforçar a aposta em malhas especiais e jogos finos, que constituem o foco das suas coleções. Agora, a Tintex decidiu expandir a sua capacidade e concentrar a tricotagem em Vila Chã, Esposende.

«Iremos concentrar toda a capacidade de tricotagem que já existia, a que acrescentamos agora uma bateria de oito máquinas, e é uma área que está destinada ao nosso crescimento futuro», explica, ao Portugal Têxtil, Mário Jorge Silva, que partilha a administração da empresa com os filhos Ricardo e Pedro.

A nova unidade, que está atualmente a ser ultimada, representa um investimento de 2,5 milhões de euros, sendo uma parte financiada por fundos comunitários, «mas a grande maioria é financiamento próprio», revela Mário Jorge Silva.

As primeiras malhas resultantes deste investimento deverão sair de Esposende daqui a pouco mais de um mês, com o administrador da Tintex a antecipar o arranque da atividade desta nova unidade no final de fevereiro. Um arranque que será parcial, indica. «Vamos juntar tudo a partir de maio», aponta.

A área das novas instalações é semelhante à que a empresa tem em Vila Nova de Cerveira, onde está instalada a tinturaria, acabamentos e revestimentos, superando os 3.000 metros quadrados, e, além de permitir crescer na produção de malhas, pode também vir a ter «outras valências têxteis interligadas», afirma Mário Jorge Silva.

2021 de crescimento

O investimento da Tintex em Esposende faz-se igualmente por uma mistura de razões estratégicas e do coração. «Em Esposende, que é um dos concelhos têxteis, a zona industrial está saturada, já não há pavilhões suficientemente grandes.

Ricardo Silva

A única zona industrial existente é em Vila Chã, que felizmente é a nossa terra», salienta Ricardo Silva. O administrador considera que este investimento pode atrair outras empresas e dinamizar a zona. «Somos a primeira empresa a instalar-se lá, estamos a arrastar tudo o que são infraestruturas», acrescenta. «Pode tornar-se um hub industrial têxtil», acredita Mário Jorge Silva.

Atualmente vocacionada para a venda de malha acabada – que representa mais de 90% do seu volume de negócios – e com foco na inovação e sustentabilidade, a Tintex conseguiu no ano passado superar a perda nas vendas de moda com recurso aos produtos vocacionados para o combate à Covid-19, nomeadamente materiais para máscaras. A empresa fechou o ano com uma quebra do volume de negócios de 12%, o que, considera Mário Jorge Silva, «foi bastante animador», antevendo crescimento para 2021. «A recuperação vem aí, rápida», conclui.