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Tintex: inovação de dentro para fora

Nos últimos anos, a Tintex não tem apenas dado corpo à sustentabilidade – deu-lhe um rosto. Lado a lado com o investimento em inovação, caminha uma preocupação com os diferentes veículos de comunicação da empresa, que apesenta uma nova imagem corporativa e promove projetos como o Colorau e o Picasso.

«A Tintex tem feito um investimento enorme em novas linhas de tecnologia, investimos também em recursos humanos [mais 50 pessoas nos últimos dois anos, para um total de 125], mas não poderíamos descurar uma questão fundamental que é a comunicação de um modo profissional, de forma a abarcarmos as grandes marcas e prestarmos um serviço de confiança e credibilizarmos o nosso know-how», esclarece Mário Jorge Silva, CEO da Tintex, ao Portugal Têxtil sobre a nova imagem da empresa, agregada na hashtag  #NaturallyAdvanced (naturalmente avançada) e que envolve os diferentes veículos de comunicação – das páginas das redes sociais ao website, passando pelos stands e mupis nas feiras internacionais, como sucedeu na recente Première Vision Paris.

«É preciso gastar alguns milhões em produção, mas também é preciso gastar algumas centenas de milhares em comunicação. Porque, caso contrário, estamos a hipotecar tudo o que fizemos antes. É urgente comunicar bem aquilo que fazemos», sublinha.

Tradição, inovação e, sobretudo, sustentabilidade são os eixos de atuação da Tintex e é precisamente neste último que se têm concentrado grande parte dos esforços da especialista em tingimento e acabamentos, podendo referir-se, a título de exemplo, os dois mais recentes projetos de I&D da empresa.

O projeto Colorau, que já terminou e se propunha a fazer uma aplicação industrial de tingimento com base em extratos vegetais, e o “upgrade” desse projeto, o Picasso (ver Tintex tinge com cogumelos), que envolve o CeNTI o Citeve e as empresas Ervital e Bioinvitro e cujo objetivo é alargar a gama de cores, bem como acrescentar propriedades antialérgicas, antioxidantes e antiodor.

«Isto sempre a par de uma performance do tingimento que permita solidez e também uma redução do consumo de água», aponta Mário Jorge Silva.

Como resultado desta caminhada em prol da inovação de pegada verde, a Tintex tem sido caso de estudo em revistas da especialidade a nível mundial e, até, destino de romaria. «Temos o interesse de outros países, de revistas de renome, a nível europeu e americano (…) Tem havido quase uma peregrinação à Tintex para ver toda a nossa linha de produção, o nosso controlo, o que fazemos», revela o CEO, destacando o particular interesse por parte das marcas desportivas, visitantes frequentes do stand da Tintex nas feiras internacionais.

A atratividade da especialista em tinturaria e acabamentos junto de marcas internacionais de renome vem, também, da sua continuada aposta na certificação.

«Uma das coisas que temos feito também nestes últimos meses é completar a certificação, já possuímos as certificações ISO 9001, ISO 14001, STeP e vamos agora começar a fazer a certificação Bluesign», enumera, sublinhando que esta «é uma certificação que poucas empresas têm em Portugal».

Apresentada recentemente de Milão a Paris, passando por Nova Iorque e Munique, a coleção outono-inverno 2018/2019 da Tintex é, nas palavras de Mário Jorge Silva, «mais de 60% sustentável», onde se destacam malhas mais finas e também malhas técnicas mais leves.

«Nesta rota de sustentabilidade, ainda este ano, estamos em condições de anunciar que todo o algodão com que trabalhamos é algodão sustentável, ou seja, pode ser algodão orgânico, algodão reciclado e também algodão Better Cotton Initiative (BCI)», afirma, ao Portugal Têxtil, Mário Jorge Silva, que numa trajetória particularmente positiva espera que a Tintex cresça entre 20% a 30% em 2017.  «Temos a meta de fechar o ano perto dos 13 milhões de euros», conclui.