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Tintex premiada em Munique

A Munich Fabric Start não podia ter começado de melhor maneira para a Tintex. Num concurso com concorrentes de peso, a empresa portuguesa arrecadou o 1.º lugar dos prémios Hightex Award com uma malha com cortiça, que ilustra bem a capacidade de inovação da especialista em tingimento e acabamentos.

«Este primeiro lugar nos prémios Hightex Award da Munich Fabric Start reflete a apetência da Tintex para desenvolver produtos inovadores, mas que também incorporam sustentabilidade, performance e moda», afirma Mário Jorge Silva, administrador da Tintex, ao Portugal Têxtil, ainda mal refeito da boa nova.

A malha com cortiça que foi premiada na Munich Fabric Start traduz um conceito têxtil «tecnologicamente avançado e eco-responsável», desenvolvido a pensar nos consumidores de moda informados e conscientes dos problemas ambientais causados por determinadas matérias-primas e produtos químicos usados na indústria têxtil.

Esta malha combina um substrato de fontes renováveis, nomeadamente uma mistura de liocel/algodão com desperdícios de cortiça resultantes do fabrico de rolhas, e uma tecnologia inovadora de revestimento sem formaldeído. O resultado, explica o administrador da Tintex, é um artigo «com propriedades de repelência à água, respirabilidade e conforto, além de conferir um look muito atrativo e não menos surpreendente». A malha foi já usada no desenvolvimento de peças de vestuário e comprovou uma boa adaptabilidade à confeção e uma boa vestibilidade do artigo ao uso.

Um início do ano em grande para a Tintex, que em 2016 registou um crescimento de 20%, para um volume de negócios superior a 10,5 milhões de euros. «70% das nossas vendas resultam de produtos das nossas coleções e este ano esperamos chegar aos 80%», admite Mário Jorge Silva, que tem como expectativa «acabar 2017 com um volume de negócios superior a 13 milhões de euros, em resultado das novas apostas em desenvolvimento de produto».

Entre essas novas apostas estão várias gamas de produtos mercerizados e revestidos desenvolvidos dentro de portas, na sequência dos mais de 3 milhões de euros investidos pela empresa em equipamento de ponta no ano de 2015, assim como o foco em produtos “verdes” certificados (GOTS, OCS, etc.). «60% dos nossos produtos já são sustentáveis, sejam eles orgânicos ou reciclados», destaca Mário Jorge Silva ao Portugal Têxtil.

Num périplo pelo mundo neste início do ano, que começou em Nova Iorque e tem como próxima escala Paris, a Tintex está a apresentar a sua coleção para a primavera/verão 2018, que inclui também uma nova gama de activewear e leisurewear que, segundo o administrador, «está a ser impulsionada pelas nossas recentes valências em revestimento».

O prémio Hightex Award, atribuído, pela primeira vez, em setembro de 2016, tem como objetivo «premiar e encorajar os esforços dos principais produtores de tecidos a investir em desenvolvimentos de produto à prova de futuro», explica a organização da Munich Fabric Start em comunicado. Na primeira edição, o primeiro prémio foi atribuído à Manifatture Italiane Scudieri, parte do Adler Group, com o segundo e terceiro lugares a serem atribuídos, respetivamente, à Schoeller Textil e à Officina +39.

A Munich Fabric Start abriu hoje as portas e até ao próximo dia 2 de fevereiro reúne mais de 1.000 fornecedores de tecidos. De Portugal, estão presentes 28 expositores, incluindo a Tintex.