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Tintex soma prémios em Munique

“V” de viagem, “V” de vitória. No regresso a Portugal, a Tintex vai precisar de duas malas – uma para as ordens de encomenda e outra para os prémios. Hoje, a empresa arrecadou o 3.º lugar no Hightex Award da Munich Fabric Start, a juntar à distinção de “Best Product” na categoria de Soft Equipment ganha na Ispo, que acaba de fechar portas.

Ricardo Silva, Mário Jorge Silva e Ana Silva

Nos últimos anos, a Tintex não tem apenas dado o corpo à sustentabilidade. Deu-lhe um rosto. Lado a lado com o investimento em inovação, tem caminhado a preocupação com a imagem da empresa, agregada na hashtag  #NaturallyAdvanced (naturalmente avançada) e que envolve os diferentes veículos de comunicação – das páginas das redes sociais ao website, passando pelos stands nas feiras internacionais (ver Tintex: inovação de dentro para fora), onde tem levantado vários troféus.

Há precisamente um ano, o Portugal Têxtil noticiava que a especialista em tingimento e acabamentos conquistara o primeiro lugar dos prémios Hightex Award da feira de tecidos Munich Fabric Start com uma malha com cortiça que ilustrava a sua capacidade de desenvolvimento de produtos inovadores que incorporam sustentabilidade e performance (ver Tintex premiada em Munique).

No pódio da sustentabilidade

Essa capacidade continua a nortear o caminho da Tintex, que hoje subiu de novo ao palco do espaço Keyhouse da Munich Fabric Start.

A empresa garantiu o 3.º lugar com uma malha que combina, como explica, ao Portugal Têxtil Ricardo Silva, administrador da Tintex e representante da segunda geração, «algodão reciclado, modal e, também, elastano reciclado».

O artigo não se limita a combinar fibras, reunindo os esforços de pesos-pesados da indústria – como a italiana Marchi & Fildi e a japonesa Roica. «Aliás, foi o regime de parcerias com estas duas empresas que nos permitiu fazer algo realmente diferenciador», destaca Ricardo Silva.

A malha está já a suscitar grande interesse por parte dos visitantes da Munich Fabric Start, que fecha portas amanhã, uma popularidade acrescida pela peça exposta no stand da Tintex.

«Foi coincidência, porque não sabíamos que íamos ganhar o prémio. A malha tem uma atração diferente por causa da textura e da história que tem dentro da sustentabilidade», afirma Ricardo Silva.

O pódio do Hightex Award nesta edição da feira de tecidos foi ocupado, em primeiro lugar, pela paquistanesa Soorty – que desenvolveu um denim segundo o conceito de “sustentabilidade vertical” em termos de fibra, tingimento e acabamento, com sistema de isolamento Primaloft, repelente à agua – e, em segundo lugar, pela australiana Vivify Textiles, que concebeu um tecido 100% poliéster reciclado «amigo do ambiente e perfeito para designers que são contra a crueldade animal».

Convite da organização

Na recente edição da Munich Fabric Start, a política de sustentabilidade da Tintex foi ainda reconhecida pela organização do salão internacional no convite endereçado a Ana Silva, diretora do departamento de sustentabilidade da Tintex, para intervir na conferência “Can Fashin Save the Planet?” como oradora.

«Tive a oportunidade de falar e disse que, em Portugal, fazemos as coisas de forma muito diferente, não se vê aquilo que se vê no documentário apresentado [“River Blue”]. Estava relacionado com o consumo da água, mas aquilo é só uma das preocupações que a indústria têxtil tem de ter se quer subsistir e se estiver com os olhos postos no futuro», revela Ana Silva ao Portugal Têxtil.

A par da diretora do departamento de sustentabilidade da Tintex, intervieram na conferência representantes de empresas como a Lenzing, Diesel e bluesign technologies, entre outras.

«Todas estas coisas têm depois impacto nas vendas», reconhece Mário Jorge Silva, CEO da Tintex, ao Portugal Têxtil. «Têm ajudado a construir a nossa imagem e a dar-nos uma notoriedade impressionante», sublinha.

Como resultado desta caminhada em prol da inovação com pegada verde, a Tintex fechou 2017 na ordem dos 11 milhões de euros, um crescimento de 7% em relação ao ano interior. «Entretanto, este ano, esperamos mais, porque vai ser o corolário de toda esta estratégia de sustentabilidade», acredita Mário Jorge Silva.