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Tintex tem novos desafios

As recém-instaladas linhas de revestimento e mercerização da Tintex estão já a trabalhar a todo o vapor e novos desenvolvimentos de produto não se vão fazer esperar. 

A promessa foi feita de viva voz pelo administrador da especialista no tingimento e acabamento de malhas, Mário Jorge Silva, que disse estar entusiasmado com as novas valências da Tintex, pelas quais os clientes mostram igual empolgação. «A linha de mercerização já está a operar desde o ano passado, mas a de revestimento acaba de arrancar e estamos agora a enviar as amostras aos clientes», revelou o administrador na edição de maio do Jornal Têxtil. «Surpreendemos os clientes com desenvolvimentos que não imaginavam. E agrada-nos ver a recetividade deles aos produtos inovadores que apresentamos», afirmou.

«Temos tido, em média, duas a três visitas de clientes estrangeiros às nossas instalações, para verem o nosso showroom e também para nos desafiarem a desenvolver novos produtos com eles», explicou o administrador que, embora continue a colocar a moda como «o habitat natural da Tintex», apontou outros segmentos de mercado entre as novas investidas. «Estamos a aprofundar a linha de desporto e vamos também apostar no vestuário de trabalho. Temos já alguns elementos nesta área, mas vamos agora dedicar-nos mais a sério, com produtos mais aperfeiçoados. Dentro de alguns meses vamos apresentar mais uma referência nesta área», adiantou.

A inovação tem sido o grande motor de crescimento da empresa, que emprega já cerca de 110 pessoas e tem uma quota de exportação de 30%. «Nos primeiros três meses crescemos 13% em comparação com o ano passado», indicou Mário Jorge Silva, e «esperamos crescer 40% a 45% até ao final do ano», acrescentou.

Depois de em 2015 ter aumentado em 20% do volume de negócios, para 9 milhões de euros, a Tintex tem mais um trunfo na manga – os EUA – para atingir as metas de crescimento «ambiciosas», como as classifica. «Somos reconhecidamente líderes mundiais em malhas de liocel e, portanto, com este estatuto é natural que queiramos também abarcar os EUA», justificou Mário Jorge Silva.