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Tommy Hilfiger domina retalho

A marca norte-americana ocupa o pódio da lista das insígnias com mais lojas nos principais mercados internacionais. De acordo com o relatório da JLL Retail, a Tommy Hilfiger supera marcas como Levi’s, Nike e Hugo Boss, num documento que olha para o Médio Oriente como mercado em expansão.

O estudo “Destination Retail” analisou a presença de 240 marcas internacionais de topo em 140 cidades-chave que, combinadas, representam 36% do PIB mundial e mais de 15 biliões de dólares (aproximadamente 13,4 biliões de euros) de vendas.

A Tommy Hilfiger, adianta o portal de tendências WGSN, liderou a lista com lojas em 94% dos principais mercados e foi seguida pela Levi’s, com 92%, segundo o relatório. A Nike e a Hugo Boss têm pontos de venda em 91% das principais cidades globais, seguidas da Zara, com 89%. Swatch, Louis Vuitton, The Body Shop, H&M e Adidas completam o top 10.

Naveen Jaggi, presidente de corretagem de retalho na JLL, observa que que as retalhistas nos primeiros lugares da lista «estão a abrir lojas em todas as principais cidades globais». Já os melhores destinos de retalho identificados pela JLL são Londres, Hong Kong, Paris, Dubai, Nova Iorque, Xangai, Singapura, Pequim, Kuwait (cidade) e Tóquio.

As cidades com maior número de letreiros internacionais são Tóquio com 44%, Hong Kong com 40%, Xangai com 39%, Pequim e Nova Iorque com 38% cada, Londres e Paris com 37% cada, Kuwait com 36% e Dubai com 35%.

No estudo da LLC, a Fifth Avenue, em Manhattan, apresenta os preços mais elevados por metro quadrado, seguida pela Canton Road em Hong Kong e pela Avenue Montaigne em Paris. Por região, as Américas conduzem o resto do mundo, seguidas pela Europa, impulsionada por turistas chineses e norte-americanos que se aproveitam do euro fraco.

Ainda de acordo com o documento, em 2015, as vendas de luxo aumentaram no Japão, mas contraíram na China. As vendas na Coreia do Sul aumentaram, mas diminuíram em Hong Kong e Macau.

A recente desaceleração nos mercados emergentes também resfriou os planos de expansão de alguns retalhistas, afirma Naveen Jaggi. Os mercados emergentes ainda são o alvo, mas os que hoje são considerados atraentes não são os mesmos do passado. «Durante anos, o Brasil, a Rússia, a Índia e a China eram considerados os mercados emergentes», aponta Jaggi. «Desde então, o Brasil tem tido um sucesso significativo e a China amadureceu muito rapidamente. A China passou de um mercado emergente e em crescimento para um mercado maduro em apenas 10 anos», explica.

Atualmente, os cinco principais mercados em crescimento, segundo o relatório, são o Dubai, Kuwait, Abu Dhabi, Jidá e Riade. «Há ali uma quantidade enorme de riqueza», refere Naveen Jaggi, presidente de retalho da JLL.

Como forma de minimizar os riscos associados aos mercados emergentes, os retalhistas recorrem a lojas franchisadas. «Muitos retalhistas utilizam franchisados para se expandirem, incluindo os grandes armazéns Debenhams em países como a Bulgária, Rússia, Turquia, Filipinas, Indonésia e Malásia; a H&M, na Indonésia, e a Gap no Médio Oriente e nos mercados asiáticos», conclui Jaggi.