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Tommy Hilfiger “ganha” com o 11 de Setembro

Tommy Hilfiger, amante das cores azul, branco e vermelho da bandeira dos Estados Unidos, viu os seus negócios progredir após o 11 de Setembro. «As actividades em Outubro melhoraram», declarou Joel Horowitz presidente da empresa, ao apresentar os resultados do segundo trimestre, fechado no final de Setembro. O vestuário do criador nova iorquino, a maior parte das vezes tricolor, com o padrão florido da bandeira sobre t-shirts e pulôvers, sobressaiu na vaga patriótica americana. Facto que a linha Tommy tem aproveitado. No decorrer do segundo trimestre, o seu lucro líquido, é de 52,7 milhões de euros (10 milhões de contos), aumentando 6,7%. Enquanto que o volume de negócios – 601 milhões de euros (120 milhões de contos) – aumentou ligeiramente 2,5%, o que nestes tempos difíceis representou uma boa performance. A sociedade anunciou já melhores resultados do que aqueles que esperavam os profissionais da Wall Street e o título Tommy Hilfiger, subiu no mesmo dia 9%. «Nós vimos sinais de encorajamento», explica no seu relatório a analista Susan Silverstein. As “performances” das linhas Missy e Junior, para jovens rapazes e raparigas, serviram para que o volume de negócios da divisão feminina progredissem 23%, para 173,8 milhões de euros (34 milhões de contos). A nova linha introduzida em Junho em trezentas lojas, revela-se ainda prometedora e deverá estar presente na Primavera 2002, em cerca de 500 pontos de venda. Se as mulheres gostam da Tommy, os homens mostram-se no entanto algo reservados. A divisão de homem acusa um recuo trimestral de 2,5%, mesmo com as T-shirts patrióticas e as calças a terem bastante sucesso. Mas Joel Horowitz prometeu renovar mais rapidamente as gamas para chamar a clientela. A fim de contrariar o abrandamento das vendas nas cadeias das grandes lojas, Tommy Hilfiger acelerou nos últimos tempos, a abertura das suas lojas próprias. As vendas no entanto baixaram de 7 a 9%. A clientela tornou-se rara nos centros comerciais e as lojas para turistas sofreram do síndroma pós 11 de Setembro. Apesar disso, a direcção da Tommy Hilfiger persiste e vai abrir 15 novas lojas até Março próximo, estando mais oito inaugurações previstas em 2003. Se a superfície comercial aumentar, a gama de produtos aumenta também. O ramo de licenças da Tommy Hilfiger recuou 15,6%. No entanto, o criador pretende ainda desenvolver produtos como os acessórios em couro, os sacos e roupa interior para homem, pois têm sido muito vendidos no segundo trimestre. A Hilfiger espera ainda mais da nova linha de perfume para homem “T”, recentemente lançada no mercado.