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Top Trends de olhos postos no milhão de euros

Ao contrário da maioria das empresas, o processo da Top Trends começou pela criação da marca própria em 1991, a MDS - Mad Dragon Seeker. Um fator que representa «uma grande vantagem» para a especialista em vestuário, que quer atingir o milhão de euros de volume de negócios já em 2019.

A MDS – Mad Dragon Seeker nasceu em 1991 e foi o know-how adquirido na marca que permitiu criar a Top Trends, 12 anos depois. «Numa edição do Modtissimo, um comprador estrangeiro, que gostou de uma série de produtos que tínhamos, ficou interessadíssimo e queria que produzíssemos para ele. Não dissemos que não. As coisas começaram a funcionar, criámos uma oportunidade de negócio paralela à que já tínhamos e desenvolvemos uma estrutura dedicada à parte do private label», conta, ao Portugal Têxtil, Daniel Simões, diretor de marketing e vendas da Top Trends.

Neste momento, a marca própria representa cerca de 60% da produção da Top Trends e são produzidas, em média, por estação, entre 15 a 20 mil unidades para a MDS. Quanto ao volume de produção em private label, «varia um pouco», mas, sensivelmente, por semestre, flutua entre as 20 e 30 mil unidades. A MDS tem 150 pontos de venda, espalhados entre Portugal, Espanha e França.

Para Daniel Simões, o processo «anormal» da criação da Top Trends é uma «vantagem» em relação às empresas que só têm produção, já que existe «toda a sensibilidade do que é ter uma marca», afirma. «A primeira coisa com que se preocupam as empresas que só têm produção é com as quantidades e o resto não interessa. Hoje, nenhuma marca nasce a produzir grandes quantidades. Mas se não houver quem alimente as marcas mais pequenas quando estão pequeninas, elas não vão crescer. Por isso, temos essa sensibilidade. Sabemos como é difícil muitas vezes arrancar com uma marca», explica. Uma «sensibilidade» que ajudou a empresa a adquirir «uma série de clientes», reconhece o diretor de marketing e vendas da Top Trends.

Dentro de portas, a especialista em vestuário assegura o design, a modelagem e o corte. «Depois temos parceiros especializados na parte da confeção, previamente selecionados e especializados em cada tipo de produtos, que nos garantem a qualidade do que pretendemos e que os nossos clientes exigem», revela Daniel Simões.

Portas abertas para o mundo

A Top Trends tem marcado presença em feiras internacionais como a Momad em Madrid ou SVP em Londres. A exportação para private label representa atualmente 40% do que é produzido. No caso da MDS, a exportação está nos 30%, focada nos mercados de Espanha e França.

«A nossa estratégia passa por consolidar estes mercados. A partir do momento em que conseguir dizer que já estamos maduros aqui, vamos procurar outros mercados. Faz muito sentido seguirmos, por exemplo, para a Suíça, a Bélgica ou o Luxemburgo», por questões logísticas ou de comunicação, admite Daniel Simões.

Ainda assim, está em cima da mesa a possibilidade de começar a exportar para o continente americano. «Temos trocado informação e estamos a analisar uma série de fatores. Os clientes do México e da Costa Rica vieram ao nosso encontro. Claro que não fechamos a porta, há uma oportunidade, vamos analisar. Estamos a falar de distâncias enormíssimas e culturas diferentes», reconhece.

Até ao milhão de euros

Atualmente, a empresa regista um volume de negócios de cerca de 750 mil euros, mas o objetivo é chegar ao milhão de euros, pelo menos, no primeiro semestre de 2019. «Temos em cima da mesa dois projetos de private label, de duas marcas italianas importantíssimas. Se, pelo menos, um deles se concretizar, não sei se este ano ou no primeiro semestre do próximo ano, ultrapassamos a barreira do milhão», adianta o diretor de marketing e vendas da Top Trends.

Daniel Simões está, de resto, otimista quanto ao início de 2019. «O arranque do primeiro semestre vai ser bom, porque temos já encomendas em carteira. O segundo semestre nunca sabemos. Também vai depender muito de como fechar 2018 para os nossos clientes. É uma coisa que não conseguimos neste momento. As previsões, temos que esperar pelas piores, até na questão do clima», assume.