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Topshop desmente acusações de abusos

Philip Green refutou as acusações de que a sua fábrica no Cambodja abusaria dos direitos dos trabalhadores. Green afirmou não ter nenhum motivo de preocupação em relação à sua fábrica Fortune Garments, que foi centro de investigações pela campanha dos direitos dos trabalhadores da LBL- Labour Behind the Label (Trabalho por detrás da etiqueta)- e do jornal The Observer. Líderes sindicais afirmaram que as condições dehigiene e segurançada fábrica são preocupantes, e que os salários se situam ao nível da pobreza. Numa entrevista ao jornal “The Observer”, os trabalhadores da fábrica queixaram-se que são pagos a uns escassos 50-60 dólares por mês e forçados a trabalhar em condições perigosas. Os retalhistas Next e Debenhams, que se abastecem ambos nesta fábrica, responderam afirmando que tinham jáanteriormente tomado medidas no sentido de melhoraras condições no local e queconsideravam estas novas acusações de forma muito séria. Em particular,a Next afirmou que «começámos a usar os serviços desta fábrica em Junho de 2003 e tivemos conhecimento destas alegadas acusações em Junho de 2005 e, desde então, trabalhamos activamente em conjunto com a ETI- Ethical Trading Initiative (Iniciativa para a Ética no Comércio) – e outros retalhistas para investigar este caso e estudar formas de melhorar as condições de trabalho nesta fábrica. Foram realizadas auditorias pela nossa equipa de Código de Práticas em Agosto de 2005, as recomendações fora feitas e entendemos que a maioria delas foram realmente implementadas». Entretanto, a Debenhams, afirmou que esses problemas teriam sido resolvidos, mas que foram alertados para novos problemas que estavam neste momento «a tentar resolver». No entanto, Philip Green, cujo império inclui as cadeias de lojas Topshop, Wallis e Bhs, afirmou ter estudado o relatório para ver se haveria alguma questão que fosse necessário tratar mas quenão encontrou nenhuma. A LBL em resposta referiu que «o afastamento de Green em relação a estes problemas e a aparente confiança no relatório e auditorias demonstra que as suas empresas estão presas a um modelo de “limitação prejudicial” desenhado para salvaguardar a sua imagem pública, em vez de demonstrar o seu empenho em melhorar as condições de trabalho das suas cadeias de fornecimento. «Esta situação mostra ainda que os padrões de Philip Green para o que constitui “situações preocupantes” estão situados muito mais abaixo do que os seus concorrentes». Martin Hearson, coordenador da campanha da Labour Behind The Label, afirmou que o grupo de retalho de Green, Arcadia, não é receptivo a campanhas, mostrando uma «grande falta de comunicação e cooperação com organizações sindicais». Hearson acrescentou ainda que «é difícil comunicar com a Arcadia e que esta não se compromete com nada».