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Traços Singelos define novas trajetórias

A especialista em roupa de cama estreou-se na última edição da Heimtextil com o desígnio de chegar a novos mercados e clientes. Trabalhando maioritariamente com o mercado interno, nomeadamente para cadeias de hipermercados, a Traços Singelos pretende inclusivamente criar uma marca própria.

A Traços Singelos nasceu em 2011, na Maia, pela mão de Fátima Silva. «Tenho uma experiência no sector de quase 30 anos. Passei por grandes empresas têxteis de Guimarães, como a Coelima, que agora já não tem esta designação, e a Têxteis Penedo. O meu percurso foi sempre no têxtil-lar. Há cerca de nove anos criei a empresa com esta designação, Traços Singelos, que tem por detrás uma outra empresa, a Tendencycircle, que é a que produz. Na prática, a Traços Singelos é a empresa comercial e a Tendencycircle é a produtiva. Existimos no mesmo local físico, mas são duas sociedades diferentes», explica ao Portugal Têxtil.

Em 2015, a Traços Singelos deslocou-se para Vila Nova de Sande, em Guimarães, com o objetivo de ficar mais próxima da Tendencycircle. Atualmente, a produção está «bastante vocacionada para o mercado interno, na grande distribuição. Trabalhamos com todos os grandes hipermercados, como o Continente, o Intermarché, o Pingo Doce e o Auchan e também trabalhamos com algumas cadeias internacionais de grande distribuição, como o Alcampo, em Espanha, que pertence ao Auchan, ou o Carrefour, em Marrocos», revela Fátima Silva.

Dentro da roupa de cama, a empresa é especialista em acolchoados. «Produzimos lençóis e capas de edredão, mas o nosso principal artigo é o edredão branco de aquecimento ou decorativo. Depois, fazemos todo o resto de roupa de cama. Tudo o que seja ligado à cama produzimos internamente», afirma. Dentro dos muros da Tendencycircle estão processos produtivos como «o corte, o acolchoamento, a confeção, o embalamento e o controlo de qualidade», aponta.

Novos mercados até 2020

Chegar a novos clientes e novos mercados até ao próximo ano é o objetivo da Traços Singelos. Além de Portugal, a empresa trabalha com clientes de mercados como Espanha, Noruega e Marrocos.

«Agora, queremos conquistar especialmente os mercados inglês e francês», revela a empresária. Nesse sentido, a Traços Singelos criou uma marca própria, a Inspiring, estreada na recente edição da Heimtextil, que está em processo de registo. «Temos vindo a criar uma coleção diferenciada, que merece ter uma marca própria. Para além de termos a possibilidade de trabalhar as marcas dos clientes, como temos feito, achamos que era altura de criar a nossa marca e mostrá-la ao mercado», esclarece.

Para conquistar novos mercados, a Traços Singelos quer mostrar a sua «capacidade de produção, de boa qualidade, com materiais nobres, com bordados, com linhos lavados e com novas técnicas mesmo a nível de tingimentos», sublinha Fátima Silva.

Em 2018, a especialista em roupa de cama atingiu os 3 milhões de euros de faturação, o que significa um crescimento de 15% em relação a 2017. «Foi um ano bastante bom, a nível de crescimento do volume de vendas dos clientes existentes, mas não de clientes novos», resume a fundadora da Traços Singelos.