Início Arquivo

Trevira em insolvência

A Trevira, unidade industrial têxtil europeia do grupo indiano Relliance Industries, entregou esta semana nos tribunais alemães o seu pedido de insolvência conjuntamente com um plano de reestruturação. Esta atitude segue-se aos esforços efectuados pela empresa para ultrapassar o impacto do abrandamento económico registado na indústria europeia, mais particularmente nos sectores têxtil e automóvel, de quem somos um dos principais fornecedores», comunicou a casa mãe indiana Relliance, a maior empresa cotada naquele país. A Trevira produz filamentos e fibras de poliéster, tendo reportado um volume de negócios de 323 milhões de euros durante o exercício fiscal de 2008. As unidades industriais da Trevira estão situadas na Alemanha, Dinamarca, Polónia e Bélgica, empregando cerca de 1.800 colaboradores. A empresa foi adquirida em 2004 pelo gigante indiano Relliance, por 80 milhões de euros. Segundo a casa-mãe, a Trevira foi severamente afectada» pela recente crise económica mundial, que tem resultado numa considerável retracção da procura nos principais segmentos de mercado onde a empresa opera. Cerca de um quarto do seu negócio é realizado no sector automóvel. O plano de reestruturação em curso e a declaração de insolvência não irão afectar as operações da empresa, nomeadamente a aceitação e o fornecimento de encomendas. Os salários dos trabalhadores estão também assegurados pelos termos de insolvência durante um período de 3 meses. Os contractos de trabalho também se manterão válidos nas fases preliminares do pedido de insolvência. As hipóteses de sucesso do plano de reestruturação apresentado são bastante boas, na medida em que a Trevira não tem neste momento dívidas bancárias. A Relliance disponibilizou 55 milhões de euros para o pagamento dos empréstimos financeiros que a empresa tinha junto da banca. O plano de reestruturação da Trevira visa essencialmente estabelecer as áreas lucrativas da empresa para que esta se focalize nessas mesmas actividades, abandonando as deficitárias. A Trevira é considerada uma empresa com bons produtos e competitiva, pelo que o abandono das áreas não lucrativas e uma redução substancial do seu quadro de pessoal são vistos como imperativos para a continuidade da empresa. A Relliance não tenciona continuar com o controlo da Trevira e sim vendê-la a um parceiro com uma perspectiva de longo prazo para a empresa.