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Trevira na rota do sucesso

A Trevira encara o futuro com optimismo, depois da sua aquisição pelo grupo indiano Reliance. O grupo de Bombaim, que domina o mercado mundial do poliéster com uma produção anual de 1,7 milhões de toneladas de fibras, proporcionou novos investimentos, novas possibilidades de investigação e desenvolvimento e uma estratégia de marketing mais agressiva. Deste modo, a simbiose com a primeira empresa indiana do sector privado parece perfeita. No início do corrente ano, o lançamento da uma nova fibra bioactiva abriu novas perspectivas à Trevira. Distinguindo-se pelas suas qualidades higiénicas, esta nova fibra evita a proliferação de bactérias e impede a formação de odores. Os seus principais campos de aplicação são a medicina, a restauração e o desporto. Quanto à Trevira CS, comercializada desde há 25 anos, continua a ser bastante plebiscitada pelo sector da decoração e mobiliário graças às suas propriedades anti-fogo. Com uma vasta oferta de fibras e filamentos específicos, a empresa actua também no sector automóvel.Presente nos mercados dos EUA e da Turquia, o seu principal destino da produção da Trevira é, todavia, a União Europeia (80%). «Mas estamos a crescer rapidamente nos mercados asiático, russo e sul-americano», revela Jörg Hellwig, CEO da Trevira.A empresa, que apresenta uma produção média anual de 130.000 toneladas de fibras, possui cinco unidades de produção – Alemanha (2), Bélgica, Dinamarca e Polónia. Em Dezembro último, a fábrica de Bobingen, na Alemanha, que é também a sede da Trevira, sofreu um incêndio na sequência do abrasamento de um cabo. Por ironia do destino, era a unidade que assegurava a produção de fibras anti-fogo. Balanço do sinistro: 50% das máquinas destruídas e 10 milhões de euros de prejuízos. «A 2 de Janeiro começámos já os trabalhos de reparação», afirma Jörg Hellwig. «Comprámos novas máquinas e, desde meados de Março, estamos a funcionar em pleno regime, sem perder um único cliente». Em 2006, a Trevira realizou um volume de negócios de 329 milhões de euros, o que representa um aumento de 8% em relação ao ano anterior. O vestuário é responsável por um terço deste valor, enquanto que os têxteis-lar representam 10%. Para 2007, Jörg Hellwig não avança com previsões mas, confiante, assegura que vão continuar a crescer.