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Trifitrofa com fios para todos

O catálogo de cores variado e os stocks para servir imediatamente as encomendas são os trunfos brandidos pela Trifitrofa para atrair e fidelizar clientes. Com a exportação direta a aumentar de ano para ano, o Leste da Europa é um dos objetivos da trader de fios sediada na Trofa.

Dinamarca, Suécia e França são, atualmente, os principais mercados diretos da Trifitrofa. A empresa, que há 37 anos serve o mercado essencialmente com fios de algodão, tem vindo a apostar na exportação direta e a conquistar novos territórios graças ao investimento no serviço prestado ao cliente e à variedade da oferta.

«Temos parcerias com tinturarias, no mercado português, que nos permite apresentar coleções de novas cores de stock service, que é o nosso core business», revela Jaime Azevedo, CEO da empresa, ao Portugal Têxtil. É aí que a Trifitrofa coloca todos os seus trunfos. «O nosso investimento é no aumento de stock para podermos servir os clientes. Não temos maquinaria, subcontratamos, portanto temos de investir a nível do tipo de fios e de cores. Quanto mais cores, melhor, para poder dar um leque maior de opções aos nossos clientes», explica. «Temos o stock service para poder servir tanto em Portugal como na Europa e pelo mundo fora», acrescenta.

Na nova coleção, os tons néon estão em destaque. «São tendência para o verão», afirma Jaime Azevedo. No entanto, como a empresa tem relações comerciais com diferentes produtores, servindo segmentos como malhas circulares e retilíneas, peúgas, passamanarias e elásticos, entre outros, «uns podem estar a fazer coleções de verão e outros de inverno. Temos de ter tudo, cores de verão e cores de inverno», sublinha o CEO.

Olhos a Leste

A empresa exporta diretamente cerca de 20% do seu volume de negócios, que em 2018 baixou ligeiramente (cerca de 4%) para 29 milhões de euros. «É insignificante. O nosso volume de negócios ronda sempre os 30 milhões de euros», desvaloriza Jaime Azevedo, dando conta que foi o mercado interno, provocado pelo grupo Inditex, o grande responsável por um final de ano menos positivo. «O grupo Inditex teve uma acentuada redução no nosso mercado e todos nós sentimos. Nos meses de setembro, outubro e dezembro houve uma redução drástica», revela.

Já o mercado francês «cresceu ligeiramente a nível de clientes. Também crescemos um pouco por toda a Europa», indica. Agentes e a presença em feiras internacionais têm sido a alavanca do comércio internacional da Trifitrofa. «Uma feira por ano é suficiente para nós, porque a exportação tem de ser muito bem trabalhada. Tem de ser bem ponderada e haver um crescimento sustentado em todos os aspetos», considera o CEO da empresa, que emprega 30 pessoas.

Com vontade de crescer a passo e passo, os próximos alvos são a Europa de Leste, nomeadamente a Lituânia e a Estónia. «É o grande próximo objetivo», assume Jaime Azevedo, que, contudo, não irá descurar os mercados atuais. «Vamos continuar a alargar o leque de clientes aqui na Europa», garante o CEO.

Um passo a caminho da meta delineada pela Trifitrofa, que quer aumentar rapidamente a quota de exportação direta. «A exportação tem que subir 20% a 30%. Não será no próximo ano mas é um grande objetivo, talvez até 2020», aponta Jaime Azevedo. Até lá, e para 2019, o objetivo é mais pragmático. «2019 será para apostar em cada vez mais cores para que possa haver uma maior escolha e possamos servir ainda mais e melhor os clientes», conclui.