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Trimalhas a crescer pelo mundo

Com pouco mais de dois anos decorridos desde que começou a apostar na internacionalização, a Trimalhas continua a abrir novos mercados – Inglaterra e Itália são os mais recentes alvos. Investidas que estão a permitir acelerar o crescimento, com a empresa a antecipar chegar aos 15 milhões de euros em 2017.

O principal mercado de exportação da empresa continua a ser Espanha, onde marcas como Massimo Dutti, Mango e Purificación García já não dispensam as suas malhas, mas a Trimalhas prossegue a bom ritmo o caminho da diversificação iniciado há mais de dois anos.

«Estamos a começar bem com Inglaterra e Itália», revelou, ao Jornal Têxtil, o diretor de exportação, Nuno Pinto, num artigo publicado na edição de abril (ver O negócio da moda). Mas a empresa não quer ficar por aí. «Queríamos atingir também os mercados francês e alemão, embora este último seja mais fechado», indicou Nuno Pinto.

Isto a somar aos agentes que a empresa tem já na China e na Turquia e que, em conjunto, deverão contribuir para que a Trimalhas atinja o objetivo de chegar a uma quota de exportação de 40% em 2019.

A apresentação de coleções diferenciadas tem feito com que a produtora de malhas, fundada em 2002, comece a ganhar notoriedade além fronteiras e, com isso, tenha registado um crescimento de cerca de 10% no volume de negócios em 2016. «Passámos de 12 milhões para mais de 13 milhões e devemos chegar aos 15 milhões de euros em 2017», revelou Nuno Pinto, que destacou o aumento da procura. «No ano passado aconteceram situações em que não conseguimos dar resposta a todas as encomendas por falta de capacidade», confessou.

Novos reforços

Um desafio que a empresa pretende superar com um projeto de investimento superior a 3,5 milhões de euros em capacidade produtiva, que incluiu já a construção de um novo pavilhão, a remodelação de dois outros e a aquisição de novos teares, assim como um aumento do efetivo, que ronda atualmente as 70 pessoas.

«Ir para os mercados externos não é somente marcar presença em feiras. Existe uma estrutura e uma orgânica que têm de ser criadas para suportar esse tipo de abordagem aos mercados externos», sublinhou Nuno Pinto.

E os projetos não param por aqui. «Vamos agora comprar, pelo menos, mais cinco máquinas novas em 2017 e remodelar a parte dos escritórios, com um aumento da área», adiantou o diretor de exportação da Trimalhas, referindo que este investimento pode somar mais uma a duas toneladas à produção diária da empresa de malhas. «Para além de conseguirmos novos clientes, também queremos poder produzir mais para os clientes existentes», adiantou ao Jornal Têxtil.