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Trimalhas certifica-se para ganhar

Nos últimos anos, a especialista em tricotagem investiu 5 milhões de euros, reuniu quatro importantes certificações e abriu portas a uma filial em Barcelona. Na laçada que une o passado ao futuro, em 2018, o objetivo é alcançar os 15 milhões de euros de volume de negócios.

Jacinta Araújo e Patrícia Magalhães

Ainda que o tema da internacionalização seja relativamente novo para a Trimalhas, nos dois primeiros meses do ano, a empresa vimaranense distinguida com o estatuto PME Excelência 2017 pelo IAPMEI, cumpriu com distinção um circuito de quatro feiras internacionais, terminado com chave de ouro no salão de tecidos parisiense. «A Première Vision Paris é, sem dúvida, a feira mais forte em termos de contactos, onde toda a gente está. É uma feira na qual quem nos conhece já nos procura. Por outro lado, as participações nas feiras anteriores à Première Vision estiveram mais relacionadas com a procura de novos contactos e a prospeção de mercados», explicou a responsável de marketing e expansão internacional da Trimalhas, Patrícia Magalhães, que juntamente com a designer Jacinta Araújo constituiu o melhor cartão de visita da empresa no salão parisiense, ao envergar coordenados criados com as laçadas tricotadas dentro de portas para a primavera-verão 2019. “Alenquer”, “Biotoque”, “Alecrim” e “Transcriar” são os temas-chave da nova coleção da Trimalhas, que atraiu todas as atenções dos compradores nos salões da especialidade em Londres, Munique, Milão e Paris.

A alavancar a presença internacional da produtora de malhas fundada em 2002 tem estado uma forte aposta na certificação. Em destaque encontra-se a Global Organic Textile Standard, até porque, a utilização de algodão orgânico num crescente número de propostas da coleção é, simultaneamente, «uma escolha e um compromisso da Trimalhas», garantiu Patrícia Magalhães. À certificação Gots juntam-se a Recycled Claim Standard, Better Cotton Initiative e Organic Content Standard, verdadeiras munições da Trimalhas no campo de batalha da internacionalização.

Contudo, as preocupações com o meio ambiente não estão reduzidas à coleção – a empresa é verde de dentro para fora. Atualmente, a especialista em tricotagem envia para reciclagem uma média de seis toneladas de cartão e 800 quilos de plástico por mês. A Trimalhas optou também pela iluminação LED, abandonando as lâmpadas de halogéneo e incandescentes. E para sua alimentação instalou ainda painéis solares.

Fora de portas, Espanha continua a ser o principal mercado de exportação, onde marcas como Zara, Massimo Dutti, Uterqüe, Purificacíon García e Mango já não dispensam as laçadas tricotadas pela Trimalhas e, no final de 2017, a empresa abriu uma filial no país vizinho. Sediada em Barcelona, esta subsidiária conta com um espaço de showroom e colaboradores internos.

A expansão além-fronteiras da produtora de malhas incluiu também o mercado britânico, dentro do qual se destaca a Next. «As feiras têm servido para explorar todo o tipo de mercados», afirmou Patrícia Magalhães, apontando para a meta dos 40% de exportação direta da Trimalhas.

Dispondo de um efetivo de 75 colaboradores, a produtora de malhas espera fechar 2018 com um volume de negócios «na ordem dos 15 milhões de euros», colhendo assim os frutos de três anos de investimento «em equipamentos e nas instalações da empresa – criámos um novo espaço comercial, dois espaços produtivos, atualizados com aspiração e climatização, e um novo laboratório», revelou a responsável de marketing e expansão internacional. «O mercado é cada vez mais exigente e temos de estar à altura dele», concluiu Patrícia Magalhães.