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Trimestre à lupa

Nos resultados associados ao Inquérito de Conjuntura CENIT/ATP do 3.º trimestre de 2014, o destaque vai para a perceção positiva sobre o estado de negócios das empresas, refletindo assim a evolução registada ao nível do volume de negócios na comparação homóloga e em cadeia. Desenvolvido em conjunto pelo CENIT – Centro de Inteligência Têxtil e pela ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, o Inquérito de Conjuntura CENIT/ATP é direcionado às empresas da Indústria Têxtil e Vestuário de Portugal e tem por objetivo recolher informação relevante, que permita caracterizar e acompanhar os principais indicadores para os sectores têxtil e vestuário. A edição do Inquérito de Conjuntura, cujos resultados são aqui divulgados de forma resumida, focalizou o 3.º trimestre de 2014 e as expetativas das empresas para o 4.º trimestre de 2014. De ressalvar que os resultados não são representativos da população. Estado de negócios Com base nas respostas consideradas no âmbito do Inquérito de Conjuntura CENIT/ATP realizado em relação ao 3.º trimestre de 2014, a perceção sobre o estado de negócios da empresa registou uma proporção de 80% de respostas positivas (51% a classificar o trimestre como suficiente e 29% como bom). Em termos da comparação em cadeia (2.º trimestre de 2014), uma proporção de 80% das respostas apontou no sentido de que o trimestre foi igual (46% das respostas recebidas) ou melhor (34%) ao anterior. Na comparação com o período homólogo do ano anterior (3.º trimestre de 2013), foi registada uma proporção de 43% de respostas a indicar que o estado de negócios da empresa melhorou e 37% a indicar que permaneceu igual. Relativamente às perspetivas para o estado dos negócios em geral no 4.º trimestre de 2014, uma proporção de 80% das respostas foi no sentido de que será igual (43%) ou melhor (37%) ao 3.º trimestre de 2014. Produção Ao nível da evolução da produção no 3.º trimestre de 2014, as respostas evidenciaram uma tendência no sentido da estabilização, quer ao nível da comparação em cadeia (2.º trimestre de 2014) quer da comparação homóloga com igual período do ano anterior (3.º trimestre de 2013). Na comparação com o trimestre anterior (2.º trimestre de 2014), a maioria das respostas foi no sentido da estabilização da produção (37%), seguida pelo aumento (34%) e pela diminuição (20%). Relativamente à comparação com o período homólogo (3.º trimestre de 2013) a maioria das respostas foi no sentido da estabilização (43%) da produção, seguida pelo aumento (37%) e a diminuição (11%). No que se refere às perspetivas para a evolução da produção no 4.º trimestre de 2014, a maioria das respostas aponta no sentido da estabilização (54%), seguida pelo aumento (29%) e a diminuição (11%). Volume de negócios Relativamente à evolução do volume de negócios no 3.º trimestre de 2014, a generalidade das respostas foi no sentido do aumento, quer ao nível da comparação em cadeia (2.º trimestre de 2014) quer da comparação homóloga (3.º trimestre de 2013). Na comparação com o trimestre anterior (2.º trimestre de 2014), a maioria das respostas foi no sentido do aumento ou estabilização do volume de negócios (37% nos dois casos), seguidos pela diminuição (23%). Relativamente à comparação com o período homólogo (3.º trimestre de 2013), a maioria das respostas foi no sentido do aumento do volume de negócios (43%), seguido pela estabilização (40%) e a diminuição (14%). Em termos da evolução do volume de negócios por mercado de destino, verificou-se uma tendência generalizada das respostas no sentido do aumento ou estabilização do volume de negócios nos três mercados em destaque, quer ao nível da comparação em cadeia (2.º trimestre de 2014) quer da comparação homóloga (3.º trimestre de 2013). Na comparação da evolução do volume de negócios com o trimestre anterior (2.º trimestre de 2014), a maioria das respostas ao nível do mercado interno foi no sentido do aumento (33%), seguido pela estabilização (27%) e a diminuição (21%) do volume de negócios. No mercado Intra-UE28, a maioria das respostas indicou a estabilização (39%) do volume de negócios, seguida pelo aumento (27%) e a diminuição (12%). Relativamente ao volume de negócios no mercado Extra-UE28, as respostas foram maioritariamente no sentido do aumento (21%), seguido pela estabilização (18%) e a diminuição (12%), com 48% das respostas a indicarem não aplicável. Na comparação da evolução do volume de negócios com o trimestre homólogo do ano anterior (3.º trimestre de 2013), a maioria das respostas ao nível do mercado interno foi no sentido do aumento (38%) ou da estabilização (26%) do volume de negócios. No mercado Intra-UE28, a maioria das respostas indicou o aumento (41%) do volume de negócios, seguido pela estabilização (26%). Relativamente ao volume de negócios no mercado Extra-UE28, as respostas foram no sentido do aumento ou estabilização (24% nos dois casos). Em termos da tendência prevista para a evolução em cadeia do volume de negócios no 4.º trimestre de 2014, a maioria das respostas foi no sentido da estabilização (51%), seguida pelo aumento (34%) e a diminuição (14%). Relativamente às expectativas por mercado de destino, no mercado interno a maioria das respostas foi no sentido da estabilização (41%), seguida pelo aumento (29%) e a diminuição (12%). Ao nível do mercado Intra-UE28, a maioria das respostas apontou no sentido da estabilização (44%), seguida pelo aumento (21%) e a diminuição (12%). Em relação ao mercado Extra-UE28, a maioria das respostas foi no sentido da estabilização (32%), seguida pelo aumento (9%). Preços de venda Em termos da evolução dos preços de venda no mercado nacional ao longo do 3.º trimestre de 2014, as respostas foram principalmente no sentido da estabilização (52%) dos preços em relação ao trimestre anterior. Esta perceção no sentido da estabilização ficou também patente ao nível do mercado externo (61%). Em relação ao 4.º trimestre de 2014, a perspetiva aponta fundamentalmente no sentido da estabilização dos preços no mercado nacional (53%) e no mercado externo (71%). Emprego e situação laboral Ao nível da evolução do número de pessoas ao serviço, registou-se no 3.º trimestre de 2014, relativamente ao trimestre anterior, uma tendência generalizada das respostas no sentido da estabilização (63%) ou do aumento (31%). No que se refere às perspetivas para o 4.º trimestre de 2014, as respostas apontam também fundamentalmente no sentido da estabilização (74%) ou do aumento (20%) do número de pessoas ao serviço. Obstáculos à produção e vendas Relativamente ao 3.º trimestre de 2014, o principal obstáculo à produção/vendas identificado pelas empresas participantes (escolha múltipla de três obstáculos) foi a insuficiência da procura ao nível nacional (54%), seguida pela escassez de mão-de-obra qualificada (40%). A insuficiência da procura ao nível externo (37%) e as dificuldades de financiamento (29%) surgiram nas posições seguintes. Relativamente às perspetivas para o 4.º trimestre de 2014, a insuficiência da procura ao nível nacional (51%) e a insuficiência da procura ao nível externo (43%) ocupam as primeiras posições, seguidas pela escassez de mão-de-obra qualificada (34%) e as dificuldades de tesouraria (31%). Para aceder ao documento do estudo, por favor clicar em: Estudo de conjuntura – 3.º Trimestre 2014. Aproveitamos para apelar à participação de todas as empresas da Indústria Têxtil e Vestuário no Inquérito de Conjuntura CENIT/ATP relativo ao 4.º trimestre de 2014. Para tal basta clicar aqui.