Início Arquivo

Turistas compram Burberry

A marca de luxo britânica Burberry atribuiu o aumento nas vendas no terceiro trimestre ao forte crescimento em mercados-chave como o Reino Unido, França e China. Para o trimestre terminado a 31 de dezembro, o volume de negócios total aumentou 21%, para os 574 milhões de libras (684,96 milhões de euros). O volume de negócios no retalho cresceu 23%, para os 417 milhões de libras, com as vendas comparáveis a subirem 13% neste período. A Burberry revelou que o vestuário de exterior e os grandes artigos em pele, dois dos focos do seu negócio, impulsionaram novamente as vendas, ao mesmo tempo que o vestuário em malha, acessórios para homem, fatos por medida, perfumes e relógios também registaram um forte crescimento. O volume de negócios das vendas por grosso aumentou 15%, enquanto o volume de negócios proveniente de licenças cresceu 12%, para 27 milhões de libras no trimestre. «A Burberry conseguiu mais uma performance forte, com um aumento de 21% no volume de negócios neste importante terceiro trimestre», indicou Angela Arendts, CEO da Burberry. As vendas na região da Ásia-Pacífico também aumentaram 39%, para os 210 milhões de libras, com a forte procura por parte dos turistas a impulsionarem as vendas em cidades como Londres, Paris e Hong Kong. «O nosso investimento em mercados importantes e em tecnologia digital permitiu às nossas equipas mundiais continuar a fidelizar os clientes, melhorar a disciplina de retalho e melhorar a eficiência operacional, reforçando ainda mais a dinâmica da marca. Olhando para o futuro, continuamos focados em executar as nossas estratégias para conseguir um crescimento sustentado a longo prazo, ao mesmo tempo que continuamos conscientes do difícil ambiente macro», explicou a CEO. Em comentário aos resultados, Simon Chinn, analista da Conlumino, sublinhou que apesar dos consumidores europeus estarem sob pressão devido às dificuldades por que tem passado a Zona Euro, as vendas na região foram «alimentadas pelo elevado consumo de turistas de mercados emergentes, que parecem ter um apetite insaciável por artigos de luxo, que muitas vezes são mais baratos na Europa do que nos seus países de origem, e vêm ainda com o prestígio de ser uma compra feita no estrangeiro». Além disso, «a Burberry é muito procurada pelos consumidores chineses, que gastam muito. Enquanto os retalhistas de luxo continuam a registar um aumento do consumo dos cada vez mais viajados consumidores chineses, a Burberry está bem posicionada para capitalizar o chamado fenómeno “libra Pequim” a partir da sua flagship em Londres», concluiu Chinn.