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Twintex confiante e ecológica em 2021

Apesar da quebra de negócios sentida no ano passado, a Twintex está confiante que os próximos 12 meses irão trazer a esperada retoma, sobretudo a partir da coleção para o outono-inverno 2021/2022. O ano que agora começou será também um marco na energia renovável e de colher os benefícios dos novos investimentos.

Bruno, António e Mico Mineiro

As previsões positivas no início do ano passado acabaram, por força da pandemia, por não se confirmar. «A Twintex tinha em 2019 um forecast bastante positivo para 2020, pois a juntar a um crescimento dos clientes residentes, aconteceu o arranque de uma nova franja de clientes que se somariam aos números de 2020. O plano sofreu, no entanto, um enorme revés com a entrada da pandemia, que afetou transversalmente os nossos clientes, com reduções percentuais entre os 20% e os 50%», conta o administrador Bruno Mineiro ao Portugal Têxtil.

Como tal, «aquele que seria um ano de crescimento acabou por ser um ano de redução do volume de negócios», revela, apontando como dificuldades adicionais a preocupação com a saúde dos trabalhadores – a empresa fundada por António Mineiro conta com mais de 400 trabalhadores diretos – e a interrupção no abastecimento de matérias-primas.

O novo ano não deverá dissipar todos os obstáculos, até porque, acredita Bruno Mineiro, «o efeito da pandemia em curso deixará marcas que se estenderão durante bastante tempo, pelo que inevitavelmente o ano 2021 ficará marcado por este efeito e em diversas frentes». Contudo, «a nossa convicção é de que assistiremos a uma inversão de tendência de queda com a coleção FW21.

Esta inversão dever-se-á em grande parte ao arranque efetivo da vacina que reforçará a confiança nos consumidores, somada ao facto de que se começa a notar uma vontade de compra, fruto do “colete de forças” que o mundo vem tendo nos últimos 12 meses». Uma vontade ir às compras que será uma oportunidade de futuro, «em particular nas lojas físicas. Notamos que os clientes sentem falta da experiência física a acompanhar a compra, pelo que é de esperar que esta forma de comércio registe crescimento na descolagem da pandemia», afirma o administrador da empresa ao Portugal Têxtil.

No geral, «olhamos para 2021 com confiança, na expectativa clara de que chegaremos a dezembro bem melhor do que partimos em janeiro», assume. A mais longo prazo, «acreditamos que termos os satélites da sustentabilidade e social compliance alinhados também serão vantagens competitivas», enumera Bruno Mineiro.

Sustentabilidade e tecnologia

Depois de, no final de 2020, ter renovado o Estatuto de Interesse Estratégico, que mantém desde 2013, este será o primeiro ano em que a Twintex passará a depender de energia elétrica 100% renovável em toda a capacidade comprada à rede, anuncia Mico Mineiro, COO da empresa.

«Reforçando também a nossa vertente de produtor de energia elétrica, concluímos mais um investimento em duzentos painéis fotovoltaicos, aumentando assim em 20% a capacidade instalada, e que lamentavelmente aguarda há vários meses a licença da DGEG [Direção-Geral de Energia e Geologia] para que possa entrar em funcionamento», aponta na newsletter da empresa.

Além disso, «mantemos um plano pensado e organizado para continuarmos a desenvolver iniciativas sociais, ambientais e de qualidade atendendo às necessidades dos nossos clientes, trabalhadores e toda a comunidade envolvente», sublinha Mico Mineiro.

O COO salienta ainda que «faz parte do ADN da Twintex o permanente desenvolvimento, investimento e atualização contínua», num propósito que recentemente foi reforçado com a aquisição de «uma máquina de corte de amostras e tecidos xadrez, com duas cabeças, com uma tecnologia assente num desenvolvimento de software 100% português, da Mind» que, garante Mico Mineiro, «permitirá aos nossos clientes aceder a uma velocidade muito superior e a um consumo de tecido imbatível».