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UE premeia projetos de moda sustentável

A edição de 2020 do Concurso Europeu de Inovação Social, criado em memória do português Diogo Vasconcelos, foi dedicada à moda sustentável e premiou três projetos, abarcando desde as questões da reciclagem ao consumo e à proteção legal dos designers e artesãos.

Resortecs [©Resortecs]

A start-up Resortecs, da Bélgica, desenvolveu uma linha de costura solúvel e rebites desmontáveis através da aplicação do calor que permitem simplificar o processo de reutilizar e reciclar produtos têxteis.

A Snake, da Croácia, é uma plataforma digital de comércio que permite aos utilizadores usarem coordenados de moda sem limites no universo da realidade aumentada, contribuindo, assim, para mudar a forma como a moda é consumida.

Já a WhyWeCraft, da Roménia, consiste num mecanismo legal de apoio a artesãos e designers. O projeto empodera os que mantêm práticas tradicionais, ao abrir o acesso a conceitos legais que, de outra forma, seriam complexos.

Snake [©Tribute Brand]
Os três projetos vencedores, que foram selecionados por um júri de especialistas entre 766 candidaturas, vão receber, cada um, 50 mil euros por terem demonstrado um «potencial extraordinário para mudar comportamentos à volta da moda sustentável», indica em comunicado a organização do concurso, a cargo da Comissão Europeia e com o contributo de um consórcio de entidades liderado pela Nesta Challenges.

Entre os 10 semifinalistas deste ano ficaram o Airwear by Fairbrics – já reconhecido na mais recente edição do Global Change Award da Fundação H&M –, o MycoTex, da Holanda, que consiste no desenvolvimento de vestuário sustentável a partir da compostagem de raízes de cogumelo, e a Hempcell, da Alemanha, que se apresenta como a primeira fibra de liocel de cânhamo.

O concurso atribuiu ainda o chamado Impact Prize – aberto a todos os semifinalistas da edição do ano anterior do Concurso Europeu de Inovação Social –, também no valor de 50 mil euros. O vencedor em 2020 foi a Empower, da Noruega, que tem como objetivo dar o poder às pessoas de «criarem um mundo mais limpo e melhor. Baseia-se na ideia de usar nova tecnologia para permitir a economia circular», revela a organização do concurso. O projeto desenvolveu um sistema digital de recolha de resíduos de plástico através do qual estes podem ser depositados ou recolhidos por uma recompensa financeira.

Diogo Vasconcelos [©Wikimedia Commons]
Lançado em memória do pioneiro de inovação social Diogo Vasconcelos, o Concurso Europeu de Inovação Social abrange todos os Estados-membros da UE e os países associados do Horizonte 2020.

Esta foi a oitava edição da competição, que pretende promover os inovadores sociais e facilitar uma rede de contacto entre aqueles que querem moldar a sociedade para melhor. Todos os anos o concurso tem um tema diferente: em 2019 foi dedicado aos desafios dos resíduos de plástico e em 2018 ao repensar o local.

No ano passado, um dos vencedores foi ao projeto português SpraySafe, que consiste num spray comestível que pode ser aplicado na superfície dos alimentos para os preservar, reduzindo assim a necessidade de embalagens e filmes de plástico.