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UFIH anuncia plano de acção para 2002-2003

«As empresas de vestuário estão muito bem!», afirmou Claude Tetard, presidente da UFIH- União Francesa das Industrias de Vestuário, na assembleia geral anual realizada em Dezembro em Lyon, anuncia o semanário Journal du Textile. As 2600 empresas do sector foram responsáveis por um aumento do volume de negócios de 2,7%, fixando-se nos 10,2 mil milhões de euros, com um aumento das exportações de 28%, na sua maioria para o continente europeu. O consumo de vestuário em França totalizou os 27,4 mil milhões de euros, com uma despesa anual por família de 564 euros. No entanto, Tetard salienta que neste sector «o emprego vai mal. A população activa na produção é actualmente de 50.000 pessoas, decrescendo anualmente 12% desde há dez anos. A manutenção de alguns dos postos de trabalho está a ser realizada com a substituição da produção por actividades comerciais, de logística e design. Independentemente das inevitáveis deslocalizações que têm assolado o sector, Tetard defende a importância da produção no seu país, indispensável à transferencia do «know-how». Na reunião foi apresentado o plano de acção 2002-2003 da UFIH, para o qual foram definidas cinco prioridades: promover a imagem do sector, «libertar os movimentos» das empresas, vender mais, comunicar mais e preparar o futuro. A promoção da imagem passa pelo aumento dos salários neste segmento, para o que vai ser estabelecido um Observatório de competências e vão ser revistos os contratos colectivos. A UFIH prevê recuperar até ao fim do primeiro trimestre deste ano o site La mode française, interrompido por falta meios financeiros. Para «libertar» as empresas, a União quer «alterações legislativas sobre o horário de trabalho e remuneração das horas extraordinárias». A UFIH quer também fazer aprovar por decreto o carácter sazonal do vestuário e conseguir assim uma flexibilização nos contratos de trabalho a termo certo. No contexto das vendas, os empresários da União querem a interdição das promoções antes dos Saldos e propõem-se «constituir uma resposta consertada de fornecedores da grande distribuição relativamente a condições de compra e produzir um único caderno de encargos para o vestuário». A comunicação é outro dos cavalos de batalha daquela organização, que se mostra indignada com o facto de apenas 3 a 4% do volume de negócios das empresas ser consagrado ao marketing. Assim, vão ser criadas novas ferramentas de comunicação para a organização como ensaio para as empresas associadas. Finalmente, para preparar o futuro vai ser proposta a redução da carga fiscal na compra de empresas, redigir uma norma de qualidade e de criação de uma marca, assim como promover uma especial atenção aos apoios financeiros a jovens estilistas.