Paris n.º1 é precisamente o nome que o designer de 26 anos, presença assídua na passerelle nacional do Portugal Fashion desde os 19 anos, deu à coleção para o outono-inverno 2015/2016, com propostas onde dominam silhuetas “couture” e um look austero e estilizado, a remeter para o imaginário dos filmes de ficção científica. As cores têm um certo toque francês, desde o bordeaux ao azul riviera, combinados com preto, azul navy, telha e branco, e nos materiais impõem-se as luxuosas sedas, os brocados, o veludo devoré e as lãs. A estreia de Diogo Miranda está agendada para as 13h30 de domingo, 8 de março, na Bibliothèque National de France.

«Estamos a falar de um criador muito jovem, que foi lançado pelo concurso de novos designers do Portugal Fashion, cresceu connosco, tem já projeção comercial no estrangeiro e pleno aval do mercado e da nossa equipa técnica de moda, que fundamenta todas as nossas apostas», justifica João Rafael Koehler, presidente da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários sobre a presença de Diogo Miranda na semana de moda de Paris.

A “ofensiva” lusa na capital francesa, contudo, começa com uma “habituée” da passerelle parisiense. Fátima Lopes apresenta as suas propostas para o outono-inverno 2015/2016 na véspera, no grande símbolo de Paris – a Torre Eiffel. Em Black Rainbow, o nome da nova coleção, na qual vestidos e calças se sobrepõem e as capas transmitem uma feminilidade cheia de contradições, numa homenagem da criadora «ao paradoxo feminino, em toda a sua força e fragilidade, à imagem de uma grande dama de ferro parisiense, a Torre Eiffel, que acolhe, no seu coração, esta coleção».

Os materiais são nobres, incluindo peles, seda e caxemira, e os tons são intensos, segundo a designer, que selecionou uma paleta de púrpura profundo, verdes secos e azuis orgânicos. “Last but not least”, Luís Buchinho irá preencher as galerias da Bibliothèque National de France com uma coleção que celebra a sua carreira na moda, num desfile agendado para as 18h30 do dia 8 de março. «A minha coleção para o próximo inverno tem como titulo Comics e celebra os meus 25 anos de carreira, revisitando as razões que me levaram à escolha desta profissão, algo que começou com a minha obsessão, desde cedo, pela banda desenhada, a ilustração e o design gráfico», explica o criador. «A possibilidade de contar uma história graficamente foi o conceito base para toda a coleção, recorrendo a técnicas utilizadas ao longo de todo o meu percurso criativo, tais como a mistura de diferentes materiais, o uso de blocos de cor e uma paleta de cor inusitada», acrescenta. As silhuetas propostas são fortes, por vezes masculinas, onde materiais como o mohair e a lã originam texturas surpreendentes, sobretudo quando combinadas com couro, seda, jacquard dupla face em algodão e malha.

«A coleção fica ainda marcada pela presença frequente dos tons preto e branco, cinza e caramelo», sublinha Luís Buchinho. «A estratégia de internacionalização do Portugal Fashion tem seguido uma matriz de duplo âmbito: por um lado, as apostas concertadas no tempo, que concedam oportunidades de longo prazo, no sentido de possibilitar aos designers a criação de notoriedade e marca de água no mercado global, através de uma presença regular e coerente nos cenários internacionais; por outro, a ponderada e fundamentada promoção de novos nomes, capazes de dar sinais efetivos do potencial de renovação da moda portuguesa», conclui João Rafael Koehler sobre este trio. Paris é a última paragem para esta estação do périplo internacional do Portugal Fashion, que esteve já em Madrid e Londres. Segue-se a edição nacional do evento, que se realiza de 25 a 28 de março, com o primeiro dia em Lisboa e os restantes três divididos por seis passerelles na cidade do Porto.