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Um admirável mundo novo

O 8º concurso “Estruturas Têxteis para a Nova Construção”, organizado pelo Grupo de Trabalho para a Arquitectura Têxtil (WGTA) e pela Techtextil, constituiu uma grande oportunidade para muitos jovens apresentarem as suas novas ideias e conceitos, com base têxtil, para traçar a arquitectura do futuro. Uma bolsa de 8.000 euros foi distribuída por 11 excelentes projectos inspirados pelos materiais têxteis, que abrangeram as categorias de macroarquitectura, microarquitectura, instalações/visões e compósitos. O júri que seleccionou estes trabalhos, considera-os sustentados em ideias e soluções inovadoras, com grandes possibilidades de virem a tornar-se realidade.

O objectivo deste concurso é promover as ideias não-convencionais e publicitar os desenvolvimentos importantes na área da arquitectura têxtil. Desta forma, a iniciativa contribui para a transferência de novos desenvolvimentos da investigação para a produção e fomenta o trabalho interdisciplinar entre universidades, indústrias e utilizadores.

Os prémios foram atribuídos durante a recente edição da Techtextil, onde os projectos distinguidos puderam ser admirados por todos aqueles que tiveram o privilégio de visitar a feira.

Macroarquitectura

O primeiro prémio, no valor de 1.250 euros, foi atribuído a uma ponte suspensa entre edifícios através de cabos de suporte e uma membrana protectora combinada com um cesto de arame em espiral. O projecto “Hand in Hand”, da autoria de 4 estudantes da Universidade de Lund, na Suécia, recolheu os maiores elogios entre o júri, pelo conteúdo inovador da ideia que o sustenta e pela utilização lógica dos modernos materiais têxteis de construção.

O segundo prémio (500 euros) coube ao projecto “White Turf”, uma espécie de iglu temporário para o Inverno que foi desenvolvido por Mathias Huber da Universidade de Estugarda, na Alemanha. Embora se baseie na ideia existente de criação de uma “concha” por cristalização de uma membrana sustentada pneumaticamente, essa ideia é aqui bastante melhorada e levada bem mais longe.

O terceiro prémio (250 euros) foi para dois estudantes da Universidade da República, no Uruguai, pelo “Pabellón”, um atractivo pavilhão móvel para entretenimento, palestras ou exposições.

Microarquitectura

Nesta categoria houve 2 primeiros prémios: “Atero-Architectural Textile Roof” – dois triângulos livres de tubos metálicos mantidos estáveis graças a uma membrana têxtil, criando um vasto espaço por baixo da pele assimétrica – desenvolvido por 3 estudantes da Universidade Técnica de Berlin, na Alemanha, e “La Penca” – uma protecção móvel contra o sol destinada aos locais onde são efectuadas escavações – da autoria do jovem profissional alemão Jens Erdmann.

O segundo prémio foi atribuído a Verena Maschku, da Universidade de Hanover, na Alemanha, pela “Sculture with Sail”. A forma curva das molas planas permite que a membrana esteja tensionada uniformemente. Embora necessário para sustentar a membrana, o segundo nível de molas planas transforma este objecto numa “escultura”.

“Le RONDetVOUS”, um palco móvel desenvolvido por 2 estudantes da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, recebeu o terceiro prémio. Trata-se de um pavilhão móvel em forma de guarda-chuva, cujo tecto é uma membrana têxtil.

Instalações/Visões

O primeiro prémio coube a 4 estudantes da Academia das artes de Nuremberga, na Alemanha, pelo seu “Symbiotic Minimal Occupation”, que utiliza uma membrana têxtil para criar uma concha com capacidades sensoriais.

O segundo prémio foi concedido ao “Meshed Objects – Knitted Aechitecture”, da autoria da jovem profissional alemã Ariane Schwarz, que analisa e enfatiza a maneira lógica e atraente em como as malhas de fios metálicos podem ser utilizadas para criar formas e espaços.

O projecto “Walk on Water”, desenvolvido por 2 estudantes da Universidade de Lund, obteve o terceiro prémio. Estas ilhas flutuantes e coloridas foram fabricadas a partir de estruturas com membranas.

Compósitos

Esta categoria distinguiu apenas um projecto – uma estrutura de betão com reforço têxtil –, ao qual foi atribuído o prémio de 750 euros. Este projecto, desenvolvido por Thilo Vogel da RWTH da Aachen, na Alemanha, utiliza malhas com fibras de vidro, para absorver as forças de tensão, e microfilamentos de poliéster, para espaçar os fios, como material de reforço em elementos de betão. Estes elementos, devido à sua finura, não podiam incorporar os materiais convencionais de reforço.