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Uma feira a cores

A pluralidade da origem, expositores vindos dos quatro cantos do mundo que se reúnem em Paris, espelha-se inegavelmente na riqueza da oferta de tecidos da Texworld, e que constitui o maior trunfo do salão. Na edição realizada no Parque de Exposições de Paris Le Bourget em Fevereiro último, os 639 expositores provenientes de 30 países mostraram-se, na sua generalidade, satisfeitos com a quantidade e qualidade dos visitantes profissionais que afluíram ao salão organizado pela Messe Frankfurt: 13.987 durante os quatro dias da Texworld. Em particular, o certame registou um aumento no número de visitantes provenientes dos EUA (+ 6%), Canadá (+21%), Chile (+54%) e Colômbia (+33%), assim como de praticamente todos os países da Escandinávia (+40%). As maiores quedas na afluência de visitantes, por sua vez, ficaram por conta do Egipto (-70%), da Tunísia (-60%) e da Grécia (-29%), devido certamente no caso dos dois primeiros aos conflitos sociais que assolam esses países e no caso da Grécia às graves dificuldades económicas que atravessa. O sucesso desta edição viu-se reforçado pela nova segmentação da Texworld, cujo objectivo era tornar mais eficiente a visita dos compradores através de uma oferta mais bem identificada. Attractive Spirit, Casual View e Strict Essence são os três novos sectores que agrupam, respectivamente, os tecidos de fantasia para o segmento feminino, os tecidos para vestuário desportivo, casual e urbano e os tecidos para fatos de homem. Deste modo, o designer Christophe Guillarmé pôde encontrar mais rapidamente as sedas, bordados e rendas a preços convidativos para a sua colecção topo de gama, assim como malhas para a sua colecção de pronto-a-vestir. Já Tania Hanff, do site de comércio electrónico Zalando, deparou-se logo com os fornecedores que precisava, enquanto Laure Paschoud, do atelier epónimo, levou menos tempo do que pensava para descobrir os produtos ecológicas em exposição que serão a base do seu futuro projecto. Donat Egorov, da marca russa Vassa & Co, especializada no segmento alto, concentrou-se, por seu lado, nos tecidos para roupa de cerimónia. Do lado dos expositores, há a cada edição do salão dos tecidos vindos de todo o mundo novos nomes. É o caso da francesa Yves Dorsey, cujo mercado de origem é responsável por 80% do volume de negócios actual, que revelou ter registado uma estreia auspiciosa para avançar com os seus planos de expansão internacional. Já a portuguesa Troficolor reiterou os bons resultados da sua estreia em Setembro de 2010. «Para além dos tecidos denim pelos quais somos procurados habitualmente, a nossa gama de produtos acabados também registou grande sucesso», afirmou Carlos Araújo, do departamento de exportação da empresa. A Turquia consolidou, nesta edição da Texworld, a sua posição como produtora de tecidos de alta qualidade. Gürcan Çetin, director da produtora de tecidos para camisaria Gürçetin Tekstil, fundada em 1977, revelou que «estabelecemos contactos muito interessantes para explorar novos mercados, nomeadamente a Colômbia e o México». Por seu lado, Ilhan Uçar, da também turca Ipsan Tekstil, especialista em lãs e malhas, logo no final da feira não hesitou em confirmar a sua presença para a próxima edição, que terá lugar de 19 a 22 de Setembro, com o dobro de área de stand a fim de apresentar uma colecção mais vasta aos novos clientes angariados nesta Texworld, como a marca suíça Tally Weijl.