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Uma indústria em ascensão

A Birmânia, oficialmente República da União de Myanmar, é um estado soberano no sudeste asiático. Faz fronteira a norte e a nordeste com a China, a leste e sudeste com Laos e Tailândia, a sul pelo Mar de Andaman e pelo Golfo de Bengala, e a ocidente pelo Bangladesh e a Índia. O país é governado como uma república presidencial com uma legislatura de duas câmaras, com uma parte dos legisladores nomeados pelo exército e os outros eleitos em eleições gerais. O atual Chefe de Estado, que tomou posse em março de 2011, é Thein Sein. Myanmar tem uma população que ultrapassa os 60 milhões de pessoas, tornando-o no 24.º país mais populoso do mundo, o segundo no sudeste da Ásia. A língua oficial do país é o birmanês e a sua moeda é o kyat. Myanmar chegou a ser o maior exportador asiático de arroz, mas nos anos 50 as exportações de arroz caíram dois terços. O gás natural e minério são agora as principais exportações do país, com o vestuário a ocupar a 5.ª posição nos envios para o exterior, representando 10% a 12% das exportações totais do país. O país conta com 240 empresas dedicadas ao têxtil e vestuário, um número que tem crescido sustentadamente, segundo a Associação de Produtores de Vestuário de Myanmar. A maior parte dos produtores de vestuário do país está concentrada nas zonas industriais em Yangon e na sua periferia. Estas zonas têm acesso aos portos da região, a apenas uma ou duas horas de transporte rodoviário. A indústria emprega cerca de 220 mil pessoas no país, que trabalham 50 horas por semana, um horário que pode chegar às 62 horas com tempo extraordinário. O custo médio do trabalho é de 85 a 100 dólares (73 a 86 euros) por mês, incluindo horas extra e bónus, para costureiras qualificadas. A indústria produz sobretudo casacos, fatos, casacos, swimwear, calças, camisas, vestidos e saias, com diversas forças produtivas, segundo a Associação de Produtores de Vestuário de Myanmar, que destaca facilidade de acesso aos portos de Yangon e Thilawa, elevada qualidade de produção, prazos de entrega competitivos face aos concorrentes do sudeste asiático, melhoria na conectividade e ligações à Internet e infraestruturas relativamente boas. Além disso, o país goza de diversos acordos comerciais, incluindo com a União Europeia e benefícios resultantes das relações comerciais entre a UE e a ASEAN, a Associação das Nações do Sudeste Asiático à qual pertence com mais nove países. Atualmente, os produtos de Myanmar têm como principais destinos de exportação o Japão (48,8%), Coreia do Sul (33,3%), UE a 15 (14,6%), Alemanha (5,4%) e China (2,5%). As exportações de vestuário do país mais do que quadruplicaram desde 2009, passando de 296,2 milhões de dólares para 1,2 mil milhões de dólares em 2013.