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Uma lança na Índia

A Inditex quer alargar a sua expansão internacional e prevê desembarcar na índia a médio prazo», segundo anunciou o responsÁvel da empresa para a região da Ásia Pacífico, IvÁn BarberÁ. Durante o Congresso Mundial de Retalho em Barcelona, BarberÁ afirmou que a Inditex não teve pressa para ser a primeira» a entrar no mercado indiano, mas sublinhou que a oportunidade é agora». Segundo revelou, este ano servirÁ para preparar a entrada no sub-continente indiano, não tendo, contudo, fixado uma data concreta. Para cumprir esse objectivo, a empresa espanhola estÁ em contacto com potenciais sócios jÁ que, de acordo com a legislação local, uma empresa estrangeira não pode ter mais de 51% da participação de uma empresa que opere no país. Embora não tenha indicado nomes, algumas fontes avançam com a Shopper’s Stop, Future Group, Arvind Mills e Madura Garments como os sócios mais provÁveis. Se tudo correr como planeado, a Zara deverÁ, desta forma, seguir a rival Mango, que jÁ abriu lojas em Deli, Bangalore e Mumbai, assim com a italiana Diesel e as americanas Tommy Hilfiger e Guess, que também têm lojas no país. Com efeito, nos últimos três anos, a índia tem estado no topo da lista dos mercados mais atractivos para investimento no retalho, de acordo com a consultora AT Kearney. Além disso, segundo a empresa de consultoria Tehnopak, os lucros dos retalhistas na índia vão multiplicar-se 20 vezes na próxima década, dos 10,3 mil milhões de euros para os 206 mil milhões de euros, retirando mercado às lojas familiares que dominam actualmente o retalho indiano. A entrada da Zara na índia serÁ igualmente mais um teste ao conceito “fast fashion” e à sua aceitação neste território. A sua imagem de marca é a capacidade para desenhar, produzir e entregar novos modelos em duas semanas nas suas lojas, em comparação com a média de nove meses da indústria. Contudo, é preciso quase quatro semanas para enviar um contentor de Espanha para a índia, pelo que a questão do aprovisionamento serÁ fundamental. Actualmente, a Zara tem jÁ lojas em 68 países, da Indonésia à Guatemala. Ivan BarberÁ explica, no entanto, que não podemos estar em todas as partes do mundo de uma vez; quando vamos para um novo mercado queremos fazer bem, pelo que temos que tomar opções». Actualmente, a Inditex tem como prioridades de crescimento Espanha, China, Coreia e Japão. Com esse objectivo, a empresa que tem a Zara como a marca mais conhecida, vai abrir a sua primeira loja na Coreia no próximo mês, a que se seguirão outras duas aberturas quase consecutivas. BarberÁ defendeu ainda a adaptação aos diferentes países, ainda que mínima», para não confundir o consumidor e perder os padrões da marca». Entre os mercados asiÁticos, destacou o grande crescimento» da China e o valor da marca» alcançado com a presença da Inditex no Japão. A empresa tem também aberturas previstas para o Egipto e para a República de Montenegro, como revelou na divulgação dos resultados de 2007 (ver Inditex na ribalta).