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Uma nova montanha para a Berg

A Berg Outdoor está a renovar a imagem e a reforçar o seu carácter urbano e internacional. A marca de artigos de outdoor e desporto, que pertence ao grupo Sonae, está já presente em 20 países mas quer pular novas montanhas e correr em mais mercados, nomeadamente na Europa e Médio Oriente.

A montanha mantém-se como símbolo da Berg Outdoor – não fosse o ultramaratonista Carlos Sá um dos atletas que patrocina – mas o seu carácter estilizado abre, de par em par, as portas para vida quotidiana. «O novo logótipo incorpora a nossa herança histórica ligada à montanha, mas traduz também o alargamento do nosso espectro de atuação à vida ao ar livre, seja na natureza ou na cidade. Queremos ser uma marca presente no dia a dia das pessoas, que proporciona importantes momentos de convívio e conforto, através de produtos de qualidade, com design e tecnicidade aos melhores preços», explica, em comunicado a diretora de marketing da Berg Outdoor, Diana Teixeira Pinto.

Desde o seu nascimento, em 2002, que a marca, que este ano já exportou para 20 mercados distintos, se posicionou neste segmento, procurando conjugar as características técnicas com design para que as suas propostas possam ser usadas nas condições mais exigentes mas também na rua. «A marca destina-se a pessoas que usam outdoor no quotidiano e que gostam de o misturar com peças casuais. Apesar de ter, obviamente, funcionalidade – tem de ser possível ir passar um dia na montanha ou viajar –, as peças são muito versáteis e permitem efetivamente uma utilização muito casual, que é o que um grande número de clientes procura hoje», afirmou ao Jornal Têxtil Susana Barros, brand manager, no início deste ano (ver Berg à frente do seu tempo).

É este posicionamento que a marca se quer expandir internacionalmente – um processo que iniciou em 2011 e que, no ano passado, levou à duplicação das suas vendas no mercado externo. «A nossa estratégia prevê um forte reforço da presença a nível global, com foco nos mercados europeus e do Médio Oriente, ao mesmo tempo que continuamos a desenvolver a atividade em Portugal, onde a marca tem uma posição relevante e uma proposta qualidade-preço única. Os nossos clientes internacionais já representam cerca de 15% das nossas vendas, mas pretendemos continuar a aumentar este peso», refere, em comunicado, Miguel Tolentino, diretor-geral da Berg Outdoor.

Em declarações publicadas no Jornal Têxtil de março, Susana Barros foi mais específica: «o nosso objetivo é duplicar o valor que temos fora do mercado ibérico, portanto, no próximo ano teremos de ter 20% a 25% do nosso negócio fora de Portugal e Espanha».

Nessa estratégia, as vendas grossistas e o comércio eletrónico têm um papel essencial. A marca lançou as vendas online no início deste ano em Portugal, a que se seguiu um site para Espanha e, em março, um website de comércio eletrónico em inglês para todo o mercado europeu. «Temos também previsto no plano trabalhar um conceito de loja para abrir em 2017. Gostaríamos de começar em Portugal, por uma questão de afinação de conceito, de proximidade à operação nos primeiros tempos, porque nunca se acerta à primeira. Temos sempre que fazer ajustes aos conceitos e a proximidade ajuda nesse sentido», referiu Susana Barros.

A proximidade faz-se ainda, cada vez mais, no campo da produção, onde a marca quer trabalhar mais com empresas portuguesas. «Gostaríamos muito de fazer o máximo possível em Portugal e fazemos todos os esforços no sentido de procurar continuamente fornecedores em Portugal», explicou Susana Barros ao Jornal Têxtil. «A verdade é que somos uma marca com uma relação qualidade-preço muito elevada e, principalmente nos produtos mais técnicos, torna-se difícil produzir em Portugal, porque são produtos complexos, que consomem muitos minutos de confeção e, portanto, a China continua a ser o principal fornecedor nesses produtos. O que estamos a conseguir trazer para Portugal é uma parte já substancial do calçado, principalmente o calçado casual, e também nas malhas – t-shirts e sweatshirts – que são o produto que, do ponto de vista de preço, conseguimos fazer cá», afirmou a brand manager. «Mas o nosso sonho, o sonho de toda a equipa, principalmente da equipa de produto, é trazer o máximo de produção que pudermos para Portugal», assegurou.