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Uma questão de pele

Donna Karan parece ser o novo alvo da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) uma vez que aparentemente voltou a usar peles nas suas colecções, depois de ter feito uma promessa pública de que não mais as usaria. «Lançamos esta campanha para ajudar os animais que passam as suas vidas confinados em gaiolas imundas e minúsculas e que posteriormente são mortos, asfixiados, envenenados e electrocutados, para que as suas peles possam ser retiradas para mais tarde serem usadas nas indumentárias dos humanos», explicou Ingrid E. Newkirk, presidente da PETA. No novo site, a ONG pede aos que tenham sido tocados pela causa que enviem um e-mail à estilista norte-americana e que adicionem os vídeos nas suas páginas pessoais na Internet para, assim, alertarem o maior número de pessoas possível sobre o que se passa com estes animais. Isto porque, de acordo com os dados fornecidos pela organização, 85% das peles usadas nas roupas, em todo o mundo, provêm deste tipo de práticas. Tocada pelos apelos de anónimos e também de Tim Gunn – chefe-executivo da Liz Claiborne –, a estilista Donna Karan anunciou durante o fim-de-semana, que os protestos contra a sua marca deveriam acabar, uma vez que deixou de usar peles nas suas colecções. «Não existe qualquer tipo de pele nas minhas linhas para o Outono/Inverno 2009 e, actualmente, não temos qualquer planos para voltar a inseri-las nas nossas colecções», salientou a criadora, seguindo assim o exemplo de Ralph Lauren, Tommy Hilfiger e Calvin Klein, que também deixaram recentemente de usar peles nas suas linhas de vestuário. Já, Karl Lagerfeld, estilista da célebre casa francesa Chanel, afirmou que considera «infantil» a discussão sobre o uso de peles na moda, uma vez que vivemos num mundo em que comer carne de animais é um acto totalmente normal. O estilista de origem alemã afirmou ainda que pessoalmente não usa casacos feitos com pele mas defende o seu uso, retorquindo que «há uma indústria muito própria, que vive disso mesmo». Mediante estas afirmações Ingrid E. Newkirk foi incisiva ao descrever o estilista como antiquado. «Karl Lagerfeld é um dinossauro que está tão fora de moda quanto as peles», concluiu.