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Uma relação desigual

Embora o calendÁrio marque jÁ o ano de 2008, os dados sobre as importações e exportações francesas para o ano de 2006 apenas foram agora divulgados. E o Institut Français de la Mode (Ifm) revela números pouco favorÁveis para os produtores de vestuÁrio franceses. Segundo este relatório, as importações francesas de vestuÁrio de malha proveniente dos países asiÁticos aumentaram 13% em valor ao longo do ano de 2006 e atingiram os 2,8 mil milhões de euros. O sourcing na Ásia representa agora 44% dos aprovisionamentos franceses em vestuÁrio de malha (contra 40% em 2005). A liberalização das quotas no início de 2005 contribuiu para reforçar o peso da Ásia no sourcing francês. A China, principal fornecedor asiÁtico da França em vestuÁrio de malha, em 2006, aumentou em apenas 6% as suas entregas para território gaulês, após um aumento de 69% em 2005. JÁ o Bangladesh beneficiou das quotas impostas ao “gigante asiÁtico” em alguns produtos de malha (t-shirts, pullovers) tendo conseguido ganhar quota de mercado e concentrar 16% das importações francesas provenientes da Ásia. Outros fornecedores “alternativos” à China também conseguiram tirar partido do controlo das exportações chinesas: as importações francesas provenientes de Hong Kong progrediram 36% em 2006, as do Vietname 60% e as de Taiwan 45%. Quebra nas exportações Os dados são ainda menos positivos para as exportações. De acordo com o Ifm, ao longo do ano de 2006, as exportações francesas de vestuÁrio de malha para a Ásia atingiram os 124 milhões de euros, o que representa uma quebra de 9% em relação ao ano de 2005. Os fluxos direccionados à Ásia mantêm assim uma erosão progressiva. O conjunto asiÁtico não representou em 2006 mais do que 4% das exportações francesas de vestuÁrio em malha. A perda de quota de mercado no Japão (menos 9% para as exportações francesas para este país) e para Hong Kong (menos 18%) explica em grande parte esta quebra. De facto, estes dois países concentram, 76% das exportações francesas para a Ásia e uma quebra nesses valores reflecte-se imediatamente nos dados gerais. No entanto, nem tudo são mÁs notícias. As exportações para a Coreia, a China e a Tailândia aumentaram (33%, 35% e 37%, respectivamente), embora se mantenham num nível relativamente modesto, representando apenas 7%, 2% e 2%, respectivamente, das exportações para a Ásia.