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Uma segunda pele

Na década de setenta, o filme “Saturday Night Fever” e a novela brasileira “Dancing Days” revelaram um novo clima de glamour e brilho em discoteca, através de roupas ornadas de materiais metálicos e brilhantes. Paco Rabanne foi o grande impulsionador deste movimento, ao criar – ainda nessa década – vestidos sofisticados desenvolvidos a partir de uma malha metálica extensível. Um verdadeiro sucesso que acabou por ser adaptado aos tempos actuais, através de criações mais modernas e ainda mais invulgares, por grandes nomes da moda mundial, para esta estação estival. Segundo a Vogue, «actualmente este tipo de vestidos assemelham-se quase a antigas armaduras ou simulam escamas de um peixe, ou até mesmo de um réptil. São criações peculiares que, no entanto, têm cativado bastantes admiradores e que, provavelmente, serão tendência por mais que uma estação». Assim, lantejoulas e lâminas ganham vida em luminosos, brilhantes e coloridos designs. Nicolas Ghesquière, o director criativo as Balenciaga, é um dos estilistas se rendeu a esta tendência metálica para criar vestidos que imitam a estrutura de um animal vertebrado. De igual forma, Hervé Léger apresenta distintos vestidos tubo, com lantejoulas em degradé. Já Stella McCartney preferiu usar lâminas e pequenas missangas semi-transparentes em modelos que brilham com luz própria. Vestidos originais que mimetizam o corpo feminino, como uma segunda pele, são também o “prato forte” de estilistas como Isaac Mizrachi, Proenza Schouler, Valentino e Balmain. Em relação aos acessórios, são as sandálias, as “clutchs” e os cintos de estilo japonês que ganham força. Todos são complementados por lantejoulas e aplicações repletas de luxo e glamour.