Início Notícias Moda

UModa do presencial ao digital

O evento, que promove as criações dos alunos de Design e Marketing de Moda da Universidade do Minho, foi transmitido online como forma de adaptação à nova realidade. O Youtube foi a passerelle das cinco coleções regidas pelo conceito de “Suffocation”, referente à temática da poluição.

Poison Fog

Perante todos os desafios, os alunos tornaram possível a primeira edição digital do evento que, desta vez, foi mesmo pensado para este formato tão diferente do tradicional, com uma nova estética e também novos recursos. As cinco coleções, sob a alçada do tema “Suffocation”, que «faz referência a toda poluição existente no ambiente, dando a sensação de sufocamento, asfixia, falta de ar, deixando o clima pesado e sombrio e, assim, comprimindo a nossa capacidade de respirar», foram apresentadas detalhadamente, uma vez que os alunos não só mostraram o trabalho final mas também abordaram algumas das etapas que lhe deram origem, como é o caso da linha de pensamento que os ajudou a criar toda a narrativa envolvente. No fundo, os criadores de cada coleção deram voz a uma história na qual não deixaram de fazer referência às matérias-primas e às inspirações utilizadas nos trabalhos desenvolvidos.

Exodus

Exodus, Loop 01, Exitium, C-86 e Poison Fog são os nomes que batizam as coleções dos jovens criadores que integram «um projeto tão valioso como o UModa», nas palavras de Joana Cunha, professora da Universidade do Minho e uma das coordenadoras da iniciativa.

Dar forma ao ar

Ana Cristina Salgado, Ana Rita Leitão, Mariana Martins, Catarina Magalhães e Catarina Rodrigues formaram o grupo que inaugurou o evento com coleção “Exodus”, que invoca uma preocupação com a sustentabilidade ambiental, recorrendo a materiais reutilizados e duráveis. «Desde o primeiro momento em que soubemos que o nosso tema era o ar, tivemos o interesse de abordar uma critica ou uma ligação atual sobre esse mesmo tema e nada mais atual do que falar sobre a realidade que estamos a atravessar», destacou Mariana Martins.

Loop 01

A coleção Exodus foi dividida em três fases, com a primeira caracterizada pelo uso de formas «soltas e descomplicadas que espelhem a simplicidade», a segunda compreendendo a mudança de um «cenário de aparente tranquilidade» para um «cenário apocalíptico», visto na terceira fase através das golas mais altas que «remetem para o sufoco criado nesta época poluída», explicaram.

Já a “Loop 01” teve a assinatura do grupo composto por Ana Mourão, Bruno Pimental, Charlotte Busch, Crispim Silva, Fernanda Souza e João Teixeira, que usaram o conceito “Cheio/Vazio” para fazer referência ao paradigma da presença e da falta de ar. «O ar limita o formato de tudo aquilo que está presente no mundo e é incondicional à existência da humanidade», afirmou o grupo, que retratou o florescer de uma planta quando exposta a estas alterações.

Exitium

“Exitium”, a coleção de outono-inverno 2020/2021 criada por André da Costa, Catarina Moreira, Lara Morais e Mariana de Carvalho, contou com algumas explosões de cor como o vermelho, amarelo, azul e o verde para retratar que «o ser humano deve mudar de atitude para salvar todos os seres do planeta Terra», sublinharam.

Por sua vez, Vanessa Monteiro, Gabriela Oliveira, Inês Costa, Maria Beatriz Ferreira, Pilar Pastor e Sofia Cruz desvendaram a “C-86”, que atua como um protesto perante a poluição existente. «Precisamos de ajuda, está alguém aí?» foi uma das questões apontadas no making-off da coleção, em que o preto foi a tonalidade mais presente, sem deixar de ter também algumas cores vivas como o laranja.

Por último, a “Poison Fog”, de Adriana Sousa, Bárbara Temporão, Carlota Caçador, Joana Borlido e Rodrigo Magalhães, constituiu a coleção mais colorida no palco virtual. «O grupo desenvolveu um conceito que é a nossa visão do tema, selecionando a contaminação do ar como fonte de inspiração.

C-86

Todas as nossas criações são uma tentativa de conciliação para urgente mudança e comportamento de estilo de vida que o nosso planeta tanto precisa. Estamos a tentar abrir os olhos da sociedade para um problema que ainda vai a tempo de ser parado e potencialmente revertido. Apesar do ar normalmente ser transparente o grupo procurou interpretar um conceito como sendo uma forma de atribuir cor a algo que é tipicamente invisível», afiançou o grupo.

Esta 5.ª edição do UModa pode ser visionada aqui.