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Unifardas: ano novo, metas novas

Conquistar mercados além-fronteiras e reforçar a presença em Portugal são os atuais desígnios da Unifardas. A produtora de vestuário profissional enceta 2019 com objetivos renovados: aumentar em 40% a taxa de exportação, criar uma plataforma online e instalar um novo departamento dedicado à internacionalização.

A Unifardas foi criada, em 1996, por Domingos Araújo, atual administrador da empresa, «com o objetivo de potenciar a arte de confecionar e personalizar a imagem das empresas através do vestuário de trabalho», conta o fundador ao Portugal Têxtil. «Detetei uma lacuna grande em satisfazer as necessidades das empresas que procuraram vestuário profissional com a qualidade e com a customização que necessitavam», explica.

A empresa, sediada em Rio Tinto até 1998 e atualmente a funcionar na Maia, opera em sectores como a saúde e o ensino, passando pela hotelaria e pela restauração e até ao vestuário corporativo. «O nosso ponto diferenciador é mesmo a qualidade e a capacidade de produzir à medida e ao gosto do cliente, qualquer que seja a sua necessidade e exigência», aponta Domingos Araújo.

Hoje, a Unifardas está a passar por um processo de rebranding, que surge por dois motivos: «primeiramente, com a evolução e a importância cada vez mais latente de uma boa comunicação, a nossa empresa quis também modernizar esse aspeto e por isso está a fazer essa modificação. O segundo aspeto prende-se com a nossa estratégia de lançamento da marca a nível de internacional e de reforço do mercado interno. Com esta estratégia de aumento da presença da marca nos mercados, pareceu-nos muito importante começar pela base. Essa base é uma imagem moderna, credível, forte e sustentada que queremos passar e que espelha a nossa realidade», fundamenta o administrador da Unifardas.

Na prática, a empresa está a trabalhar numa nova plataforma digital, «que nos irá permitir chegar e comunicar a nossa marca nos diferentes mercados de forma mais intensa e capaz de demonstrar a qualidade que possuímos», assegura. Além disso, a nível organizacional, a especialista em vestuário profissional irá proceder a uma reorganização interna, orientada para os mercados externos. «Estamos a criar um departamento comercial/marketing, que terá como foco os mercados externos», adianta ao Portugal Têxtil.

Neste momento, a Unifardas, que dispõe de serviços de design, modelagem, produção e subcontrata as operações de costura, emprega 16 pessoas e pretende, ainda este mês, contratar mais. Recentemente, à equipa da Unifardas juntou-se um técnico de marketing e um técnico comercial, «para levar a bom porto este projeto», revela Domingos Araújo.

2019, rumo à exportação

Atualmente com «alguns clientes» internacionais, «sem grande expressão na faturação», admite Domingos Araújo, a Unifardas tem como objetivo crescer 40% na exportação, estando atualmente focada nos mercados de França e de Espanha. Nesse sentido, estão projetadas pelo menos duas participações em feiras internacionais, precisamente nos dois países: na Sicur em Espanha e na Expoprotection em França. «No entanto, estamos atentos a outras feiras que poderão ser mais indicadas para mostrarmos a outros mercados toda a nossa qualidade», garante.

Com o novo desígnio da internacionalização, a Unifardas «pretende maximizar relações comerciais, sobretudo com os países referidos, mas também alargando de uma forma genérica a outros países. Hoje vivemos num mundo cada vez mais global e com as ferramentas disponíveis, com as quais estamos a trabalhar, conseguimos estabelecer relações comerciais com todo o mundo e 24 horas por dia. O negócio online tem essas duas grandes vantagens, não tem fronteiras nem horários», explica Domingos Araújo.

Retrospetiva de um ano estável

Para a Unifardas, 2018 foi um ano de estabilidade, quando comparado com o ano anterior. «Há situações, devido às condições externas do mercado, que teremos de corrigir, de modo a reforçamos a presença e a aumentarmos a quota de mercado em 2019», admite. O responsável máximo da empresa confessa ainda que, no mercado do vestuário profissional, «existe cada vez mais concorrência, que muitas das vezes segue estratégias de preços muito baixos, que destabiliza o mercado. A verdade é que também muitas das vezes esse mesmo tipo da concorrência não é muito estruturada, mas representa um desafio a ser ultrapassado», reconhece.