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Unifardas estreia-se na A+A

A produtora de vestuário profissional estará pela primeira vez na feira internacional de segurança, saúde e proteção no trabalho, em Düsseldorf, para cumprir a estratégia de conquistar o mercado internacional e atingir 40% de quota de exportação. Entre as novidades, a Unifardas está a destacar uma coleção própria.

No início do ano, a Unifardas estabeleceu novos objetivos, entre os quais a criação de uma plataforma online para promover o contacto direto com os mercados externos e a internacionalização. A estreia da produtora de vestuário profissional na A+A, que se realiza de 5 a 8 de novembro, surge com este propósito. «No ano passado foi definido que o grande foco da nossa estratégia iria passar por uma maior exposição da Unifardas a nível internacional, especialmente no mercado europeu, aproveitando as novas tecnologias e metodologias de comunicação, mas também pela presença física da empresa em três grandes certames europeus (Düsseldorf, Madrid e Paris)», explica Rui Araújo, gestor de comércio internacional da Unifardas, ao Portugal Têxtil.

Para conquistar o mundo do vestuário profissional, a produtora tenciona marcar presença em mais certames como meio de mostrar noutros mercados as mudanças que a empresa efetuou. «Evoluímos como organização e estamos preparados para competir em diversos mercados e corresponder às diferentes necessidades dos nossos clientes», refere Rui Araújo.

O foco é maioritariamente no mercado alemão, mas os horizontes da Unifardas vão mais longe. «Como parte da estratégia definida estamos 100% focados no mercado europeu. No entanto, encontramo-nos mais centrados nos mercados alemão, espanhol e francês, tendo em conta a nossa presença em feiras nesses mesmos países», adianta o gestor de comércio internacional.

A pensar na indústria e nos serviços, a produtora pretende oferecer ao mercado alemão competitividade, resposta atempada e inovação do produto. «Em primeiro lugar queremos dar-nos a conhecer como um parceiro fiável, sólido e com know-how na área de corporate fashion e workwear. Só transmitindo confiança e apostando na diferenciação é que conseguiremos distinguir-nos da nossa concorrência e proporcionar um ambiente favorável à conquista de clientes e à realização de negócios», acredita Rui Araújo.

Adaptação ao mercado

A Unifardas está a desenvolver uma coleção própria para os mercados externos, que será apresentada na A+A. Além de produtos de vestuário de segurança que integra características de alta visibilidade, antiestáticos e proteção contra chamas e salpicos, a Unifardas vai ainda lançar, pela primeira vez, uma coleção de várias peças de workwear confecionadas com tecidos «propriedades de elastano», em resposta às «solicitações e pedidos dos nossos clientes», indica o gestor de comércio internacional da empresa.

Contudo, os objetivos da retalhista não consistem só na expansão de mercados. Segundo a Unifardas, é importante ser mais do que uma empresa que produz vestuário e conseguir desenvolver soluções eficazes e adequadas paras as necessidades dos clientes. «Fornecer soluções de vestuário e não peças de vestuário é o nosso mote», destaca Rui Araújo.

Objetivos em ascensão

No início de 2019, a marca confessou querer atingir 40% na taxa de exportação. No entanto, apesar de ainda não ter conseguido cumprir, visto que a taxa de exportação constante está entre os 30% e os 35% da faturação total, a meta mantém-se. «O nosso objetivo passa por chegar a esse número e pensamos que com a estratégia implementada iremos conseguir chegar a esse crescimento», assume Rui Araújo.

Em 2017 e 2018, o volume de negócios da empresa rondou os 1,5 milhões de euros, justificado pela estratégia de estabilidade da empresa para, posteriormente, implementar uma estratégia de crescimento. «No final do ano de 2018 traçamos uma estratégia com vista à conquista de mercados externos que passa muito pela nossa presença em diversas feiras da especialidade bem como num trabalho diário para chegarmos a esses mercados. Além da nossa presença na A+A iremos estar numa feira em Espanha e noutra em França no próximo ano», acrescenta.

A Unifardas está ainda a implementar um projeto de reestruturação de toda a estrutura operacional. «Existem características que o mercado está a exigir às empresas que, se não as possuirmos, correremos o risco de não sermos competitivos num curto espaço de tempo. A Unifardas está completamente consciente dos desafios que terá de enfrentar e, como tal, posicionar-se-á de modo a conseguir ultrapassá-los», conclui Rui Araújo.