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Unifardas gera resultados

A reorganização da estrutura da Unifardas com foco na internacionalização já está a dar resultados, com um crescimento de 12% no mês de novembro. A produtora de vestuário profissional quer aumentar a capacidade produtiva e alargar as suas infraestruturas para modernizar e inovar na resposta ao cliente.

O mês de novembro revelou-se particularmente positivo para a Unifardas. «No final do mês de novembro registamos um crescimento de 12% em comparação com o mês homónimo de 2018. Numa perspetiva mais global, esperamos um ano estável com taxa de crescimento na ordem dos 3% a 5% da faturação», indica Bruno Azevedo, responsável de marketing da Unifardas.

No início do ano, com objetivo de se dar a conhecer ao mundo, a produtora de vestuário profissional implementou uma nova estratégia para definir objetivos concretos no que diz respeito ao processo de internacionalização da empresa. O objetivo é atingir uma quota de exportação de 40% até 2021 e a reorganização da empresa, incluindo a implementação de um departamento internacional, já está a dar frutos. «Já conquistamos clientes em alguns mercados que nos propusemos, mas ainda temos que crescer mais para conseguirmos atingir os nossos objetivos. Toda a estratégia foi delineada para chegarmos a esses valores, desde a nossa participação em feiras internacionais até ao nosso trabalho comercial de contacto direto com os mercados internacionais e o desenvolvimento de produtos específicos para esses mesmos mercados, tudo está a ser conduzido de modo a aumentarmos a nossa quota de mercado», conta Bruno Azevedo ao Portugal Têxtil.

A passagem pela A+A, em Düsseldorf, surgiu neste sentido. «Foi a primeira vez que a Unifardas participou na A+A mas também numa feira internacional enquanto expositor. Podemos classificar como positiva a nossa participação. Além de estabelecermos contactos comerciais com potenciais clientes, esta participação deu a conhecer o nosso conceito e funcionou como uma rampa de lançamento para a conquista de mercados internacionais», afirma Bruno Azevedo. «Estamos neste momento a trabalhar alguns contactos que poderão tornar-se futuros clientes. Já desenvolvemos projetos e até envio de amostras físicas para a finalização de encomendas com dois ou três contactos trazidos da feira», acrescenta.

Criar para conquistar

Com a inovação em mente e a fazer jus à política da empresa de satisfazer as necessidades dos clientes, a Unifardas criou a “Moovex”, uma coleção que, como o próprio nome indica, é pensada para facilitar a mobilidade dos utilizadores. «O nome indica flexibilidade e conforto das peças que compõem a coleção. O conceito é fornecer mobilidade através do uso deste vestuário profissional, mas ao mesmo tempo dar-lhes grande resistência», refere Bruno Azevedo.

A coleção estreou-se na A+A e destacou-se pela polivalência das peças que «captaram a atenção de quem visitou o stand». Poliéster, algodão e elastano são alguns dos componentes que conferem «alta resistência, durabilidade, leveza e secagem rápida» aos artigos da “Moovex”. «É uma coleção mais direcionada para a indústria e serviços, no entanto, poderá ser usada em qualquer área de negócios em que as empresas atuem devido à polivalência. Foram desenvolvidos cerca de 14 produtos, desde blusões, calças de trabalho, jardineiras, coletes… A coleção está disponível em diversas cores e é completamente personalizável», explica.

Ainda que seja adaptável, a “Moovex” foi criada com foco no mercado alemão, uma vez que a empresa quer conquistar este público. «Este tipo de coleção adequa-se muito ao mercado alemão e a outros mercados em que as características mais ténicas, em workwear, são valorizadas. O desenvolvimento foi feito devido a essa mesma necessidade e enquadramento que este tipo de mercado tem», esclarece.

Crescer nos vários pontos do globo – em fevereiro vai estar presente na feira Sicur, em Madrid – e solidificar a imagem da Unifardas no mercado nacional são os projetos futuros da produtora de vestuário profissional que também tem como meta aumentar a capacidade produtiva e alargar as infraestruturas da empresa. «A modernização e a inovação têm de ser constantes na forma como trabalhamos nesta área de negócio. Estamos a construir um caminho nesse sentido, modernizar, inovar e dar melhores soluções aos mercados», conclui.