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Uniformes militares inteligentes

O Exército Norte Americano está a desenvolver uma nova geração de uniformes de combate feitos de minúsculas fibras que permitem a entrada de ar, bloqueando ao mesmo tempo a passagem de toxinas letais oriundas de armas químicas e biológicas. A “roupa exterior de protecção química” poderá ser apresentada aos soldados dentro de dois anos graças à nanotecnologia – a ciência que manipula átomos e moléculas para a criação de novos produtos. Apesar de nos próximos dez anos a nanotecnologia não estar preparada para construir minúsculas máquinas ou processadores, cientistas utilizam-na neste momento para alterar a propriedade de plásticos e têxteis, dando-lhes habilidade para respirar, uma maior resistência ao calor, robustez e flexibilidade. “São fibras tão pequenas, não é muito simples introduzi-las em uniformes que vão ser muito torcidos e sobre os quais se sentam”, diz Tom Tassinari, cientista no Natick Soldier Centre, parte integrante do exército americano. Por volta de 2012, o exército conta distribuir um uniforme de combate “inteligente” desenvolvido com nanofibras, onde serão implantados minúsculos sensores e computadores que permitem a detenção de balas. Monitores de sinais vitais e camuflagem tipo camaleão que se altera para se confundir com o ambiente circundante, também fazem parte das várias utilizações dos uniformes. Nos países civilizados e militarizados, uma onda de nanoprodutos está a emergir. Estes incluem lentes anti-riscos, sapatilhas cheias com hélio, calças à prova de nódoas e até mesmo mísseis balísticos com revestimento plástico. Peritos alteram a estrutura molecular da matéria-prima de um produto para criar uma nova estrutura com propriedades que vão muito para além do original. Cientistas da DuPont estão a tentar criar fibras que conduzem electricidade e alteram a sua forma de redondo para quadrado, ou triangular, para serem usadas em peças de roupa que mudam de cor e tamanho conforme a ordem do utilizador. Uma pequena empresa fora de Boston, a Triton Systems Inc, já está a tirar partido desta engenharia, vendendo uma bolsa plástica criada através da nanotecnologia, que é usada como uma almofada de hélio para o calcanhar das sapatilhas. A Triton usa um aditivo de nanoparticulas de argila para prender a estrutura molecular da bolsa, permitindo armadilhar o hélio debaixo do pé por um período mínimo de 18 meses, o que dá ao utilizador dos ténis um maior conforto. Esta bolsa é utilizada neste momento na linha de calçado desportivo da Converse, a Converse Helium, que vende este produto no Japão e na China.