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Uniqlo a toda a força nos EUA

A Uniqlo pretende chegar ao lucro com a sua pequena, mas em expansão, rede de lojas nos EUA nos próximos dois anos, revelou o responsável da empresa nos EUA, Larry Meyer. Bem conhecida no seu país de origem pelos casacos, jeans e roupa interior barata mas trendy, a Uniqlo – uma abreviatura de “Unique Clothing” – é relativamente “nova” no mercado norte-americano. A retalhista japonesa abriu a primeira loja flagship em Nova Iorque no Soho em 2006. Com a nova loja em Wayne, Nova Jersey, aberta em meados de setembro, a empresa – detida pela quarta maior retalhista de moda do mundo, a Fast Retailing Co – opera agora 26 lojas nos EUA. E a empresa planeia aumentar esse número em 50% para 39 lojas até meados de novembro, referiu Meyer, CEO da Uniqlo USA. No entanto, o ambicioso plano de lançamento da Uniqlo tem ainda de chegar ao lucro nos EUA, pelo menos em parte devido aos elevados custos de abertura. «Estamos a investir na construção da nossa marca e de lojas, o que inclui uma força de trabalho que seja capaz de lidar com o caminho que estamos a montar», explicou Meyer. O CEO diz-se otimista e acredita que a operação nos EUA está «a caminho de se tornar rentável nos próximos dois anos». A Fast Retailing adiantou poucos detalhes sobre este assunto e nos últimos anos disse simplesmente que o negócio nos EUA iria emergir do vermelho «em breve». A retalhista planeia ter 200 lojas Uniqlo nos EUA até 2020, parte de uma ação mais abrangente para se tornar na maior retalhista de moda do mundo. As suas concorrentes incluem a espanhola Inditex, que detém a Zara, a sueca Hennes & Mauritz e a Gap Stores Inc. A Fast Retailing detém mais de 1.400 lojas Uniqlo em todo o mundo, incluindo mais de 850 no Japão e mais de 300 na China. Depois de meados de novembro, quando a empresa atingirá as 39 lojas nos EUA, a cadeia pretende abrir 10 a 15 localizações por ano, indicou Meyer. «Vamos construir um volume de negócios consistente com o que 200 lojas gerariam», afirmou, acrescentando que algumas novas lojas terão o formato maior de flagship e que o comércio eletrónico irá dar um contributo. Criar notoriedade de marca nos EUA foi um grande desafio, assumiu Meyer, e os tamanhos foi outra questão difícil. A Uniqlo teve de ajustar os tamanhos, aumentando-os para se adaptar ao mercado dos EUA, significando que um casaco “médio” numa loja de Tóquio pode ser um “pequeno” em Nova Iorque. A empresa está ainda a analisar toda a tecnologia de tamanhos. A curto prazo, a Uniqlo planeia abrir pontos de venda em Boston e Los Angeles na próxima primavera e a sua primeira loja em Chicago no outono de 2015.