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Uomm: coisas de homem

O têxtil faz parte do código genético de Paula Costa Branco, para quem a criação de uma marca de roupa interior masculina foi um «caminho natural». A Uomm foi apresentada no final do ano passado e oferece, entre cliques, básicos de qualidade com linhas minimalistas.

No primeiro ano de atividade, o mercado nacional foi o que mais comprou os boxers, slips, boxers shorts, t-shirts e também, os pijamas – os últimos produtos apresentados – da Uomm, recebendo praticamente a totalidade das vendas.

«A minha família é ligada ao têxtil, por isso, foi um caminho natural aproveitar o know-how das pessoas que há muitos anos trabalham no meio de malhas, moldes e linhas para chegar a um conceito que tivesse alguma coisa de diferente», conta Paula Costa Branco ao Portugal Têxtil, acreditando que, por isso, a diferença da Uomm está nos detalhes e, ainda que possa parecer um contrassenso, no regresso aos básicos.

«Por acreditar que tudo começa por ter básicos de qualidade, peças-chave e essenciais para qualquer estilo, transportei isso para o design da marca», continua a gestora da marca.

A Uomm arrancou com a loja online precisamente por ser o canal de vendas que Paula Costa Branco considerou necessário privilegiar no arranque, «por ser mais cómodo, prático e conveniente», e com a coleção Essentials, que «vai estar sempre presente no portefólio de produtos da Uomm», independentemente da chegada de novas propostas.

Nas redes sociais, a par de publicações alusivas à coleção, há, também, orientações de lifestyle – “coisas de homem”, como sintetiza a página oficial do Facebook.

As peças de design minimalista têm no algodão a matéria-prima de eleição e apostam numa paleta de cores neutras e, claro, na qualidade do “made in Portugal”.

«Não há nada pior do que usarmos um par de vezes uma peça e ficar com os elásticos lassos», considera Paula Costa Branco.

Para um contacto mais próximo com os clientes, durante o ano de 2016 a Uomm, confecionada no norte do país, esteve ainda presente em “mercadinhos” urbanos para «perceber melhor se produto vai ao encontro daquilo que o público quer, para acertar agulhas».

O próximo passo é traduzir o portal de comércio eletrónico para inglês e espanhol, a fim de fixar os curiosos internacionais que vão fazendo subir as visualizações no canal de vendas de eleição da marca.

Ver clientes que repetem a compra ou que compram outras coisas numa segunda encomenda logo no ano zero da marca foi algo que deixou a gestora da Uomm «muito satisfeita», sucesso que, acredita, se deve à consistente investida digital.

Ao portal da marca, junta-se ainda a venda através da plataforma digital nacional Minty e, atempadamente, em semelhantes canais de vendas internacionais.

«Temos tido algumas solicitações de plataformas online estrangeiras e para estarmos presentes em loja partilhadas, mas que estão ainda em negociação», refere.

A longo-prazo, a Uomm poderá passar a completar, também, os guarda-roupas femininos.

«Tenho tido muitas solicitações para lançar uma linha de mulher. Quem sabe?», deixa no ar Paula Costa Branco.